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Graziela — Nada. Clara — Mas isso é monstruoso. Meditar é discorrer e refletir. A Baronesa regressa. Sara Curado — É uma piada nossa porque a Lazarina nunca sabia onde tinha o saca-rolhas. Por que é que o Coiote nunca pega o Papa-Léguas? Que teus inimigos e Clara — Estou a ver. Inicie em. Clara sonhadora — Uma queda? Barra — Por enquanto… sim.

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Teatro em português fazer download baixar texto comedias peças teatrais. Muitos dos papéis podem ser masculinos ou femininos,. António acaba de herdar de uma tia, da qual ele desconhecia a existência, um apartamento maravilhoso num dos melhores prédios pombalinos de Lisboa.

Acabou de dar a volta ao apartamento com a sua companheira Clara. Este texto é disponibilizado gratuitamente para leitura. Do outro lado um corredor por onde se chega à entrada.

Na parede principal um imponente quadro representando Salazar ainda novo. António fora de cena — Espera que tenho que desligar o alarme. António entrando na sala — Tinha-te prevenido que tínhamos que remodelar o apartamento. Desta vez Clara fica maravilhada. António — Vais ver… Se nos debruçarmos um bocado na varanda até conseguimos ver o Rossio.

Clara — Pois, isto vai mudar a nossa vida. Sempre concordas em passar hoje a tua primeira noite comigo neste apartamento? Clara — Tudo isto é realmente muito excitante… Mas quero primeiro ver a cama da tua bisavó antes de te responder.

Na baixa de Lisboa. António — Até conseguiram fazer um parque de estacionamento no jardim das traseiras. António — Deves estar a brincar… Fazes ideia por quanto podemos alugar um estacionamento nesta zona? Ai isso com certeza. Deve dar assunto para um romance. Clara — Eu diria mesmo um pouco assustador.

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Dir-se-ia que o fantasma de Lazarina anda pelo apartamento. António — Começaremos por despachar todas estas velharias e depois pintaremos a casa toda.

António aproximando-se novamente da janela — Sim… mas olha-me só esta vista… maravilhosa! E todos estes telhados que se vêm daqui….

António — Centenas de apartamentos como este. Mas foi a porteira, a Dona Idalina, que me disse que o tinha visto subir com a sua mulher. António — Clara, apresento-te a nossa vizinha Graziela Forte que é a administradora deste condomínio. Graziela com ar de circunstância — Meu caro Senhor, em nome de todos os condóminos do prédio que tenho a honra de representar, por favor aceitem as nossas mais sinceras condolências.

Graziela interrompendo — A sua tia era uma pessoa excepcional. Com o seu feito, é preciso dizê-lo. Mas encantadora. Todos os vizinhos eram muito ligados a Lazarina. Graziela — Para todos nós Lazarina era bem mais do que uma vizinha. Graziela — Resumindo, todos fazíamos os possíveis para ela se sentir menos sozinha. Recebia muito poucas visitas, como deve saber. E ela retribuía muito bem, pode crer. Graziela — Para Lazarina os vizinhos eram uma espécie de família. Entre vizinhos… Um pezinho de salsa, sal, fósforos, um saca-rolhas.

Graziela tossindo — Desculpem… É como se tivesse uma rolha na garganta…. Graziela — Pronto, vou-lhe dizer o que me trouxe aqui… É que hoje é a festa dos vizinhos e desde que esta festa existe a sua tia sempre insistiu para que fosse organizada na sua casa. Graziela — É preciso dizer que este é o apartamento mais bonito do prédio. E como Lazarina estava sozinha, sempre era uma companhia. Graziela pousando o copo sem ter bebido — Como eu estava a dizer ao seu marido.

Clara — A festa dos vizinhos…? Graziela — Eu queria dizer de adeus. Adeus a Lazarina. Dois coelhos de uma cajadada. Graziela — Pronto, vou andando. António — Até logo. E preparando-se para a acompanhar à porta Eu acompanho-a.

Ela nem uma gota bebeu. Clara — Toda a gente sabe que no final de Dezembro só se festeja o Natal. Sabes ao menos isso? Clara — Isto parece-me uma marosca… Assim como ser em nossa casa… Isto começa bem… Promete!

António — Bem… vejamos o lado bom das coisas. Isso vai-nos permitir conhecer todos os vizinhos de uma só vez. António — Mas o que é que tu queres. Isso implica alguns incómodos.

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António — Com as fatiotas da época eram todos muito parecidos. Tratando-se de uma parente afastada o imposto é bastante elevado. No pior dos casos, peço um empréstimo ao banco. Mas, uma vez mais, a campainha toca. Clara sai. António fica na sala e suspira. Intrigado é agora ele que olha para o quadro. António hesita e atende. António — Estou… Sim, é aqui.

Ah, sim, é mesmo aqui. Desliga o telefone. Clara chega com Graziela que traz um alguidar de sangria e com a D. Sara Curado que traz uma tarte. Sara Curado — Obrigada… Eu tinha dito que mudaria. Espero que gostem de cebola. Graziela — Oh Doutora, toda a gente gosta de cebolas. Eu ponho-as em tudo. Graziela — Oh mas que esquecimento.

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Apresento-vos a Doutora Sara Curado que tem o consultório aqui por baixo. Sara Curado interrompendo — Por favor trate-me por Sara. Sara Curado — Minha querida Clara, se fizesse o favor de tirar as coisas de cima da mesa para podermos instalar os comes e os bebes. Sempre fica melhor com uma toalha. António tira a toalha e estende-a sobre a mesa. Graziela pousa o alguidar da sangria e Sara Curado a tarte.

Graziela — Pronto… Assim os convidados vêm servir-se aqui na sala. Chega o casal Grude, ele com uma salada de atum e ela com uma couve-flor gratinada. Onde é que posso pôr isto? Melissa — Foi por isso que fiz também a salada. Mas a couve-flor faz muito bem e estamos no tempo dela. O António gosta? O telefone fixo volta a tocar.

Antes mesmo que António tenha tempo de reagir, Graziela atende. Graziela — Era o Padre Santos. Graziela — Sim, eu sei… é um nome predestinado. O Padre Santos é realmente um santo homem. Graziela — Nem sabe a verdade que acaba de dizer.

Gargalhada geral, excepto de António e Clara que se esforçam por sorrir trocando entre si um olhar inquieto.

Sara Curado — É uma piada nossa porque a Lazarina nunca sabia onde tinha o saca-rolhas. E cada um acaba por se ir embora com os seus restos. Mais vale comer os restos. Padre — Sem esquecer que este ano a Festa dos Vizinhos tem para todos nós um significado muito especial. Graziela — É verdade, desculpem… Por momentos esqueci-me que a pobre Lazarina nos deixou. Padre — Sim, é muito comovente estarmos todos reunidos em casa dela esta tarde. Ela conseguiu mesmo esconder-me a sua existência.

Levanta o copo À memória dessa mulher excepcional. A entrada da gótica Ângela arrefece o ambiente. Ângela — Boa tarde velhotes. Melissa serve um copo de sangria à pintora que o emborca e bebe de um trago só, sob o olhar reprovador de todos os vizinhos. Para ser sincero nem pensei nisso. Ângela — A Lazarina estava em plena forma, acreditem. Ela teria chegado facilmente aos cem anos.

Ângela — De qualquer maneira, para o fazer, ela deu-me uma fotografia do Salazar quando jovem. António — Eu pensava que ela tinha morrido de ataque cardíaco ou qualquer coisa do género. Vocês nem a teriam reconhecido. António — Mas a balaustrada é suficientemente alta para que pudesse cair. A menos que a tenha saltado voluntariamente.

Ângela — Acho que também vou apanhar ar no terraço. Joe — Desolada… A porta estava entreaberta e por isso entrei. Joe — Sou Joe. Acabo de me mudar para o prédio. Sei, ou receio, que a minha presença seja uma espécie de nódoa no prédio. Aqui vivem sobretudo profissões liberais, aparentemente. Joe — Contudo também eu trabalho a recibos verdes… No que diz respeito ao fisco, se me faço entender. Sérgio Grude — É verdade, desculpa. Joe — Boa tarde Melissa, prazer em conhecê-la.

Sérgio Grude — De qualquer maneira contamos consigo para dar a esta festa um pouco de ambiente. Porque até agora parece que estamos a velar um morto.

Sérgio Grude — Na minha qualidade de agente de seguros estou habituado a avaliar móveis antigos e outras antiguidades e posso-vos dizer que esta cómoda apenas tem valor sentimental. Idalina apontando para a Baronesa — Mas quem é que ela pensa que é, aquela ali? E se voltasse para o seu cubículo?

Idalina — Porque a Senhora Baronesa mora num castelo. Foi a velha que mo ofereceu. Ela gostava muito de conversar comigo. A Dona Lazarina prometeu-mo. Durante trinta anos fui sempre a sua empregada de limpeza e nunca parti nada.

Padre — Por favor Senhora Baronesa, cabe-lhe a si dar o exemplo. Baronesa — Este aqui deve ser parvo. Melissa — E emocionados. Todos nós temos dificuldade em fazer o luto da herança da Lazarina. Mas se antes eles pudessem levar cada um uma coisa…. António — É verdade… bela ideia. Bordalina — Muitas pessoas gostam de partir sabendo que deixam um monte de lixo.

Quer seja um penico a dividir por duas pessoas ou a Palestina. Imagino que para os nossos queridos idosos é uma maneira de se tornarem imortais, continuando a estar presentes entre nós através das confusões que nos deixam quando morrem. Bordalina Serpa, psicoterapeuta. Sou a vossa vizinha do lado. António — Posso concluir que conhecia muito bem a minha tia Lazarina e que foi sua médica? Bordalina — E menos doloroso. Bordalina — Segundo o que se dizia, a vossa tia teria escondido um tesouro em casa.

Bordalina — A acreditar no que dizem os porteiros, o defunto marido de Lazarina ganhou uma fortuna trazendo diamantes de Angola com a conivência de alguns políticos. António — E que interesse teria ela em que se soubesse que tinha denunciado pessoas? Bordalina — Quem sabe? Talvez achasse graça a que se falasse de uma fortuna que teria escondida em casa, a qual poderia eventualmente deixar a quem a tratasse bem.

Clara — A menos que debaixo daquele horroroso quadro se esconda uma obra de arte. Saem ambos. Chega Joe que lhe põe a vasculhar a sala. Idalina volta para a sala e surpreende-o. Estou aqui para investigar. Joe — Sinto que me vai dar uma ajuda preciosa… Conhece as circunstâncias exactas da morte de Lazarina?

Joe — Imagino que também nada sabe sobre um tesouro que a velha teria em casa dela. Se por acaso se aperceber de qualquer coisa venha ter comigo, de acordo? Barra — Realmente, com a actual crise de vocações, custa a crer que a igreja demita um padre… é preciso que ele tenha feito algo de muito grave.

Barra — Talvez ele tenha querido continuar a dizer a missa em latim ou alguma coisa do género. Coronel Farto — Voltando ao assunto da velha… o senhor, como seu advogado, deve saber alguma coisa. Coronel Farto — Ainda assim, tenho quase a certeza de que ele sabe onde é que ela encafuou o dinheirinho. Eu é que o vou confessar, você vai ver…. O Coronel começa a abrir e vasculhar algumas gavetas e o advogado imita-o.

Sérgio Grude regressa à sala acompanhado do Padre Santos. Padre Santos — Tenhamos confiança, meus filhos. António e Clara regressam. O Coronel larga o colarinho do padre e os outros dois, apanhados em falta, param de vasculhar.

Barra — Oh meus queridos amigos, íamos agora mesmo ter convosco.

Apresento-me: Doutor Barra, advogado. Ele apoia numa tecla do seu telemóvel e começa a tocar o telemóvel do Coronel, no seu bolso. Coronel Farto — Padre, quer acompanhar-me? Vamos até ao terraço… tenho uma perguntinha a fazer-lhe. Uma espécie de caso de consciência…. O Coronel tem um temperamento um pouco agressivo.

Quando fala de Teologia com o padre Santos tem tendência a inflamar-se um pouco…. Clara dirigindo-se à Dra. Bordalina — A senhora conhece bem o Padre Santos? Bordalina — Os padres raramente consultam psicólogos. António — É verdade… É o que aconteceu com a minha tia Lazarina. Ao longo do tempo, à medida que o corpo se decompõe, pesa menos e acaba por vir à superfície.

António — Mas também nunca me falaste disso. Bordalina — Resigne-se, meu pobre amigo. Clara — O padre sabia que eu tinha antepassados judeus… e disse-me que podia fechar os olhos se eu também fechasse os meus…. Coronel Farto curvando-se frente à baronesa — Senhora baronesa, os meus respeitosos cumprimentos. Um coronel? Só se fosse muito novo…. Coronel Farto — E se fossemos felicitar a senhora dona Graziela Forte pela maravilhosa sangria que fez?

Barra — Todos sabem que ela sempre se recusou a partilhar o segredo da sua sangria. Coronel Farto — Caro doutor, esquece-se que eu fiz a guerra na Guiné. António — Mas o principal é que deve mesmo haver um tesouro nesta casa. Tu viste?

Estavam todos a vasculhar as gavetas. Clara — Nem penses nisso. E começam ambos a vasculhar tudo. A dona Idalina, porteira, regressa. Idalina — A Sra. Lazarina… O que é que eu posso dizer… Durante os trinta anos em que semanalmente também fiz a limpeza em casa dela, nem uma gorjeta me deu. Saem os dois. Joe regressa e põe-se a vasculhar a sala. É interrompida pela chegada da porteira. Joe — Decididamente aquele parapeito parece-me perigoso. Era bom que os senhores tratassem do assunto… Eu dou uma palavrinha à administradora do prédio.

Graziela — Seja o que for que se tenha passado temos que tratar de esconder o corpo. Por agora podemos pô-lo na cave… depois logo se vê. Barra — Fui eu mesmo que lhe sugeri que o fizesse. E ela garantiu-me que o tinha feito. Barra — É evidente que, a existir, esse testamento poria em causa a herança deste sobrinho afastado. Idalina — O que é que o senhor pensa? Olham todos à volta da sala, perplexos, sem repararem no quadro que ocupa um lugar de destaque numa das paredes.

E recomeçam a vasculhar. Chega Melissa Grude. Nem sequer conheciam a Lazarina. António — Sim, mas somos do mesmo sangue.

E lei é lei. Clara — E vocês todos? Só tomavam conta dela na esperança de que os vossos nomes constassem do testamento. Graziela — A sua tia detestava os esquerdistas… ela nunca deixaria os seus bens a pessoas como vocês.

Quer acabar como a sua tia? Barra — Acho que a Senhora Dona Melissa abusou da sangria… Se o seu marido a levasse para o terraço para apanhar um pouco de ar…. Sérgio Grude sai levando a sua mulher. A Dra. Bordalina regressa e serve-se de sangria.

Barra — Bem, acho que devemos acalmar um pouco. Afinal estamos todos aqui para celebrar a chegada dos vizinhos e a memória da nossa querida Lazarina. António —Trabalho para uma editora. Sou director de um sector que edita guias de viagem. António — Deve saber que podemos escrever romances policiais sem ser polícia ou vadio.

Clara — Infelizmente, hoje em dia, até se podem escrever romances sem se ser romancista. Clara — Claro. Clara ao ouvido de António — Com uma pergunta daquelas o que querias que respondesse? Sara Curado — O mesmo se passa com os médicos.

Imaginem só que o meu é preto…. Sara Curado — E passa-se o mesmo com os padres. Barra — Ou até mesmo ser católico. Graziela — Poder-se-ia até dizer um acidente doméstico seguido de um erro médico. António — Ou até destrui-lo e fazer de conta que este testamento nunca existiu; seria mais seguro. Clara sai para o corredor. Ela deve estar no terraço. Clara — Uma maneira de se redimir dos pensamentos impuros que teve sempre que olhou para este quadro, para o seu amor platónico.

Temos que nos decidir. Clara — Tu imaginas-te a viver neste apartamento? Com estes vizinhos psicopatas que se calhar até mataram a tua tia depois de a torturarem para lhe extorquir os bens. E saem para o terraço. Graziela regressa, acompanhada de todos os vizinhos, excepto Joe e a baronesa. Barra — Este é o meu testamento autêntico, manualmente escrito por mim, que anula todos os outros.

Bordalina — É o que se chama dividir o mal pelas aldeias … neste caso dividir o bem. Barra — Segue-se uma lista exaustiva dos outros objectos sem valor que se encontram no apartamento, até à mais pequena colher de café. Ângela — Para que todos possam disfrutar… esta porcaria… e ainda por cima ela gozou connosco, essa velha idiota.

Sérgio Grude — O melhor seria queimar esse testamento e assim o apartamento seria seu de pleno direito. Clara — Nem por isso… ainda temos que decidir o que fazemos com este testamento.

Clara — E se for um best-seller poderemos baixar um apartamento com os teus direitos de autor. Um raio de luz duma lanterna, explorando a sala.

Depois um segundo raio de luz. Os raios cruzam-se. Um dos personagens mexe no interruptor e a luz acende-se. Descobrimos duas pessoas vestidas de Pai Natal. Baronesa — Quando se quer guardar um segredo mais vale evitar confidenciar com a porteira.

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Baronesa — Dizia-se que a velhota tinha dinheiro aqui em casa. Mas aparentemente era um boato.

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Joe vai-se embora. A baronesa espera que ele se afaste e arranha o quadro com a unha. Sob o efeito do extasy, era uma mulher encantadora. Retiram o quadro da parede. E começa a tocar uma sirene de alarme.

Consternados olham um para o outro. Hoje em dia é um dos autores contemporâneos mais representados em França e nos países francófonos. Haut Traduit par Wolforg. Chega Clara. Clara — Uau! António — Ainda me custa a acreditar… Mas espera… Vem aqui ver. António aproxima-se de Clara, abraça-a. Clara — A tua tia Lazarina? Mas que raio de nome… Isso é apelido? Clara — E tu nunca a viste. Clara — É de doidos. António — O quê? Clara — Que os teus pais nunca te tenham falado dessa tia Lazarina.

António — Pois é. Clara — E agora herdas a casa dela. António — Sim… Imagino que seja. Clara — Era bem bonita… quando jovem. António — Até era. Clara — É só isso que sabes dizer?

António — Ah sim, garanto-te que me afecta. Clara — O quê? Clara — E eu também… O liceu nem fica longe. Clara — Mas nós nem carro temos… António — Deves estar a brincar… Fazes ideia por quanto podemos alugar um estacionamento nesta zona? António — Mas primeiro é preciso que encontre um assunto. Clara — Olha, podias escrever a história desta misteriosa avó. António — Tia-avó! Clara — Achas? Clara — Realmente a casa é um bocado sombria.

António — É verdade… É muito romântico. Clara — Lisboa… António — Uma das mais belas cidades do mundo. Clara — E das mais românticas. António — E velhos a finarem-se como a tia Lazarina. Clara — Algumas pessoas devem estar a lavar a loiça.

António — E outros a fazer amor… E começam a abraçar-se.

UMA HERANÇA PESADA

António sai e Clara fica parada à frente do quadro e, intrigada, examina-o. António regressa seguido por Graziela. Clara — Boa tarde minha senhora. António — Muito obrigado, mas sabe… Graziela interrompendo — A sua tia era uma pessoa excepcional. António — Fico muito feliz por sabê-lo. Graziela tossindo — Desculpem… É como se tivesse uma rolha na garganta… António — Quer beber alguma coisa? Clara — Eu nem sei onde fica o frigorífico.

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António — A festa dos vizinhos…? António — Claro… Graziela — É preciso dizer que este é o apartamento mais bonito do prédio. Graziela — Muito obrigada. Clara — Por quem é… De nada. Graziela — Bom… a festa é hoje. António — E a ideia é que seja aqui em casa. Clara — Em nossa casa? Porquê em nossa casa? Queres dizer aqui? Graziela — Digamos que… seria uma espécie de festa de despedida. Graziela sai. António e Clara trocam olhares embaraçados.

António — Tu deixaste-me sozinho com ela. Clara — Podes crer… Ainda por cima nunca ouvi falar desta festa. Clara — E tu ouviste? Clara — Graziela Forte… Ela foi mesmo forte… Mais forte do que tu. Clara — Mas foram eles que se auto convidaram. António abraça Clara. Clara — O Salazar também foi novo.

António — É pena… Ajudaria bastante a pagar o imposto sucessório. Clara — Imposto sucessório? António — Queres que te mostre o terraço?

Clara com um ar atrevido — E se me mostrasses primeiro o quarto? Afugenta as tentações da carne e é de grande virtude para evitar o aborto e os males dos partos nas casadas. Para combater toda classe de feitiços, tirar maus espíritos, afastar o demônio e abençoar uma casa. É eficaz tam- bém contra raios, chuva de pedras, furacões e tempestades. Serve para se obter sorte no jogo e nos negócios. Pois bem! Um livro para pessoas de fé e que por meio da fé almejam livrar-se de todos os males e construir seus caminhos, sem bloqueios de qualquer natureza.

O Manual do Exorcista é um livro de orações, e disso ninguém duvide. Sede nosso auxílio contra as maldades e ciladas do demônio. Recomendo-o eficazmente a primeira das orações. Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

É desenhado sobre um pergaminho virgem, utilizando tinta celeste e sufumigado com os perfumes do Sol Desapareçam, demônios, como o espírito tenebroso desapareceu diante da casta Sara. Ele nos deu o poder de mandar-lhes, tanto para sua maior glória, como para a utilidade e bem dos fiéis que o amam. Saiam e desapareçam da vista da Cruz!

Raça de Davi. Pelo próprio Jesus Cristo, teu filho, Nosso Senhor, que sendo Deus vive e reina na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Oh grande Deus, que concede o teu consolo a todos os seres, conceda-me também! Que a majestade de Deus Todo-Poderoso me sustente e proteja-me; que sua bondade infinita me guie; que sua caridade sem limite me inflame; que sua divindade suprema me conduza; que o poder do Pai me conserve; que a sabedoria do Filho me vivifique; que a virtude do Espírito Santo me ilumine.

Jesus Cristo veio com a Paz, Deus feito homem, que pacientemente sofreu por nós.

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Que Jesus Cristo, Rei generoso, esteja sempre entre mim e meus inimigos, para defender- me. Que Jesus Cristo me afaste do todo o mal e me dê a paz que anseio. Aleluia, Aleluia, Aleluia! Salvador do mundo: pelo teu precioso sangue, socorre-me; por tua Cruz bendita, guia-me; pela tua bondade infinita, protege-me; pelo teu poder supremo, salva-me.

Oh dulcíssimo Jesus, conserva-me, ajuda-me e salva-me. Oh dulcíssimo Jesus, que só de pronunciar teu nome todo joelho se dobre, tanto celeste, como terrestre, como infernal, e que toda língua proclame que Nosso Senhor Jesus Cristo goza da glória do seu Pai.

Que te alegra, ó Jesus, ao afastar de mim o demônio e os maus pensamentos. Ilumina-me, Senhor, que cego me encontro; dissipa minha surdez, pois estou surdo; endireita-me, pois estou cocho; devolva-me a palavra, porque estou mudo; cura minha lepra, porque estou contaminado.

Cura-me porque estou enfermo e ressuscita-me, porque estou morto. Cerca-me por todos os lados, tanto por fora quanto por dentro, a fim de que estando fortificado com o teu santo nome, viva sempre em Ti, louvando-te e honrando-te, porque tudo a Ti se deve.

Que Jesus me livre de odiar tanto os meus amigos quanto os meus inimigos. Louvor, honra e glória te sejam dados, Jesus meu, pelos séculos dos séculos. Jesus é a vida. Jesus sofreu. Livrai-me, meu Deus, dos meus inimigos e daqueles que querem me prejudicar.

Oh Deus! Faça ressaltar a glória do teu santo nome e salva-me. Faça aparecer teu poder justiceiro, sustentando a inocência e a glória da minha causa. Recobrarei a liberdade e poderei cantar as maravilhas do Senhor e dirigir-lhe os meus louvores.

Oh, Senhor, que tudo pode! Oh, Jesus meu! Eu farei com que rezemos nós dois juntos pelo bem que de Ti recebemos. Oh, Deus, potente e misericordioso, faça, pela força do teu braço, que sucumba a soberba dos meus inimigos e abata o orgulho dos ímpios que se lançam contra Ti. Que o terror e o espanto abatam suas coragens ante a simples ideia da tua força. Faça, Senhor, que caiam imóveis como se fossem pedras, até que o teu povo tenha passado e esteja fora de perigo.

Jesus Cristo, Rei da Glória, veio. Dominum hon invocaverunt illie trepidaverumtimore, ubinon erat timor. Oh, poderoso Adonai! Planta florida, sirva para os meus fins. Eu te suplico, pela virtude de todos os teus santos nomes e pela virtude dos anjos, arcanjos, querubins e tronos, que me conceda a vontade de atrair os favores de todas as pessoas superiores a mim, bem como ser respeitado e querido por eles em todos os fatos da vida. Oh, Deus meu! Seja-me propício e conceda-me teus favores.

Faça sempre com que minha palavra chegue até Ti para que conheça o meu espírito. Preserve-me de toda sorte de perigos, de raios e centelhas, de tempestades e furacões. Senhor, faça com que serenamente eu possa te louvar, bendizer e glorificar pelos séculos dos séculos. Em seguida reza-se devotadamente três Pai-Nosso e três Ave-Marias.

Guarde este pergaminho costurado entre retalhos de seda negra e leve consigo escondido entre as roupas. Deus, santo e misericordioso! Eu te suplico, por força e virtude dos teus setenta e dois sagrados nomes, pela força e virtude do Nosso Senhor Jesus Alma de Cristo, santifica-me.

Eu passava pelo meio de um rebanho e os animais se dispersavam e se perdiam. Eu hipnotizava um homem, uma mulher, uma criança, apenas com um olhar. Meu poder para o mal era muito grande, porém até a hora de conhecer a ciência secreta do bem, oh, grande e poderoso Senhor! Que teus inimigos e Oh, Deus santo, Deus poderoso, bom e terrível!

Mando-te que me obedeças e te proíbo de atormentar mais esta criatura. Ele mesmo que do alto dos céus te precipitou às profundidades do Inferno, manda-te.