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APOSTILA DE GEOLOGIA GERAL BAIXAR


Download full-text PDF. Content A disciplina Geologia Geral – Sistema Terra, foi concebida com o objetivo de proporcionar, a alunos do curso de Geologia, o .. apostilas e textos orientados, tendo como exemplo o fato de. Geologia Geral | 1. A Origem do Planeta Terra 2. 1. A Origem do Planeta Terra O planeta em que vivemos é formado pelo mesmo material que. Fundamentos de Geologia 7. O planeta Terra é um corpo dinâmico composto por diversos sistemas que estão sempre intera- gindo entre si.

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As causas de mudana de gradiente mais comuns so: a diferena litolgica e os falhamentos escalonares. A cimentao diminui a porosidade atravs do Equivalente vulcânico de granitos. Desta forma, quando a rocha é submetida ao calor, cada mineral se expande diferentemente, causando o quebramento da rocha. A Descontinuidade de Mohorovic que separa a crosta do manto a uma profundidade que varia entre 5 a 60 km e a Descontinuidade de Gutenberg que separa o manto do ncleo a uma profundidade de km. Cerca de

Geologia Geral | 1. A Origem do Planeta Terra 2. 1. A Origem do Planeta Terra O planeta em que vivemos é formado pelo mesmo material que. Fundamentos de Geologia 7. O planeta Terra é um corpo dinâmico composto por diversos sistemas que estão sempre intera- gindo entre si. Apostila Geologia – Bertolino. Páginas: Baixar PDF. 4. Apostila Geologia Econômica I. Páginas: Baixar PDF. 5. Apostila de Geologia e Mineralogia. Fundamentos de Geologia Geral 1 - Apostila 88 páginas · Geologia Geral Livro Para Entender a Terra (Para baixar capitulo a capitulo) Sedimentologia. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará APOSTILA DE GEOLOGIA GERAL Prof. Mário Rocha de Vasconcelos SUMÁRIO.

Possui cem milhas de atura e cem largura. Durante a idade média os cientistas e a humanidade atribuíram para o planeta umaidade inferior a 6. Na verdade o uso dos minerais pelo homem tem umahistória muito mais antiga e começa com o uso de sílex espécie mineral muito duro e dearestas cortantes em lanças, por parte do homem pré-histórico.

Osminerais que aparecem com grande freqüência na crosta terrestre representam um grupobastante pequeno, e aquele que tem interesse para a engenharia civil, um grupo menorainda.

Esta estrutura cristalina é típica daespécie mineral e controla muitas de suas propriedades. Uma vez que a estrutura dos minerais é repetitiva ela apresenta condiçõesparticulares de simetria de acordo com a forma segundo a qual for ordenada. Dureza — resistência ao risco apresenta pela espécie mineral, dependendo daestrutura do mineral e variando de acordo com a estrutura considerada.

Normalmente utiliza-se uma placa de porcelana para o teste do traço dosmenerais. Iridescência — propriedade que certos minerais possuem de mostrar uma série decores na sua superfície ou interior quando girados à luz.

Geralmente é devida à existênciade fraturas no mineral. De acordo com o seu tipo os minerais podem ser classificados emfluorecentes a luminescência cessa quando cessa a causa e fosforencentes quando elaperdura após ter cessado a causa.

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Piezoeletricidade — propriedade dos minerais que transmitem corrente elétricaquando sujeitos à pressões adequadas. Haloides — classe que inclui os fluoretos, brometos e iodetos de origem natural.

Carbonatos — minerais que possuem o radical corbonato CO Fostatos — minerais que possuam o radical PO em sua fórmula. Tungstantos — minerais que apresentam o radical WO O fato de se tratar de uma classe muito extensa faz com que ele sejasubdividida em grupos de acordo com a sua estrutura cristalina, criando-se assim osseguintes grupos: Nesossilicatos, Sorossilicatos, Ciclossilicatos, Inossilicatos, Filissilicatos eTectossilicatos.

Micas — apresentam geralmente fórmulas muito complexas compostas por Si, Al, O,K, Mg, Fe, OH e metais alcalinos, apresentando-se na forma lamelar placas , decorrência Ocorrem principalmente nas rochas ígneas emetamórficas, alterando-se com certa facilidade em argilominerais. Calcita e dolomita — pertencentes ao grupo dos carbonatos, apresentam fórmulaCaCO3 dolomita , apresentando formas romboédricas com clivagem boa em três direçõese baixa dureza.

Comomagmatismo entende-se o conjunto de fenômenos relacionados à atividade do magma. Esta por sua vez se caracteriza por apresentarordem crescente de complexidade estrutural e disponibilidade de sílica no magma, o queequivale a dizer que os minerais formados no início da série apresentam baixa Assim como o granito, o sieito éfreqüentemente utilizado como material de revestimento, devido à beleza de suas coresamarelas ou avermelhadas.

O conceito de granulometria diz respeito ao estabelecimento de classes de tamanhobaseado em intervalos de diâmetro das partículas. O Eon Fanerozico, cujo nome deriva de phaneros, visvel, e zos, vida, particularmente adequado, pois se refere ao intervalo de tempo do Cambriano at hoje caracterizado por abundante, diversificado e facilmente reconhecvel registro fssil.

O Eon Fanerozico teve incio h cerca de milhes de anos e foi divido em trs eras: Paleozica, Mesozica e Cenozica. A Era Paleozica vida antiga est dividida em seis perodos, que em ordem decrescente de idade so: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonfero e Permiano. O perodo Paleogeno constitudo pelas seguintes pocas em ordem decrescente de idade Paleoceno, Eoceno e Oligoceno. O perodo Neogeno nas pocas Mioceno e Plioceno.

E o perodo Quaternrio est dividido nas pocas Pleistoceno mais antiga e Holoceno ou Recente. O constante intercmbio entre estes reservatrios compreende o ciclo da gua ou ciclo hidrolgico, que representa o processo mais importante da dinmica externa da Terra.

Ciclo Hidrolgico o sistema pelo qual a natureza faz a gua e a umidade circularem continuamente entre a Crosta e a Atmosfera. Este sistema faz com que a gua circule dos oceanos e mares para a atmosfera e retorne, superficial e subterraneamente, aos oceanos e mares por vias tortuosas, umas curtas e outras longas, quer quanto ao tempo, quer quanto ao espao. Os agentes que participam nesse processo so a irradiao solar, a gravidade, a atrao molecular e a capilaridade.

A energia necessria para o ciclo hidrolgico provm do calor produzido pelos raios solares. Graas energia solar que se processa a evaporao das guas superficiais e a circulao da gua na atmosfera, que funciona como veculo de transporte de gua na forma de vapor dgua e finas gotculas dispersas no ar.

Fases do Ciclo Hidrolgico: Evaporao Com a irradiao solar sobre as guas superficiais, o ar aquecido ascende, levando o vapor dgua para a atmosfera, acumulando-se na forma de nuvens.

A maior parte da umidade atmosfrica provm da evaporao das guas dos mares e oceanos, a outra parte oriunda da evaporao das guas dos cursos dgua rios, crregos , lagos, solo e da respirao dos vegetais. Parte da precipitao que retorna para atmosfera por evaporao direta durante seu percurso em direo superfcie soma-se ao vapor dgua formado sobre o solo e aquele liberado pela atividade biolgica de organismos, principalmente as plantas, atravs da respirao, constituindo o que denominamos de evapotranspirao.

Precipitao atmosfrica ou meterica Ao atingir o limite de saturao, o vapor dgua presente na atmosfera se condensa e precipita sobre a superfcie dos continentes e oceanos, sob vrias formas de precipitao atmosfrica, na forma de gotculas dando origem chuva ou transforma-se diretamente em cristais de gelo e estes, por aglutinao, atingem tamanhos e peso suficientes e precipitam sob a forma de neve ou granizo.

Em regies de florestas, uma parcela da precipitao pode ser retida sobre folhas e caules, sofrendo evaporao posteriormente. Este processo a interceptao. Com a movimentao das folhas pelo vento, parte da gua retida continua seu trajeto para o solo. A interceptao, portanto, diminui o impacto das gotas de chuvas sobre o solo, reduzindo sua ao erosiva.

Escoamento Superficial e Infiltrao As precipitaes atmosfricas sobre os continentes, nas regies no geladas, podem seguir trs percursos: 1 Primeiro, depois de molhar a folhagem dos vegetais e o solo, poder sofrer evaporao e retornar atmosfera.

Este escoamento inicia-se atravs de pequenos filetes de gua, efmeros e disseminados pela superfcie do solo, que convergem para os crregos e rios, constituindo a rede de drenagem.

O escoamento superficial, com raras excees, tem como destino final os oceanos. Esses percursos que as precipitaes atmosfricas podem fazer nos continentes dependem de alguns fatores, tais como: clima, morfologia da superfcie, cobertura vegetal e constituio litolgica. Regies com forte insolao e baixa precipitao, a evaporao mais intensa.

Regies de relevo acidentado, a tendncia para o escoamento superficial imediata, Em terrenos permeveis arenosos predomina a infiltrao e em terrenos impermeveis argilosos o escoamento superficial ou a acumulao com posterior evaporao. As matas e florestas agem contra o efeito imediato do escoamento, favorecendo a infiltrao e constituindo-se em excelente proteo contra a eroso do solo. Retorno: Se considerarmos que o ciclo hidrolgico comea pelas guas dos oceanos, temos as seguintes formas de retorno dessas guas aos oceanos: - Precipitao direta sobre os oceanos; - Precipitao sobre os cursos dgua que desguam nos oceanos; - Escoamento superficial para os cursos dgua e oceanos e - Descarga de gua subterrnea nos cursos dgua e oceanos.

Formao e Consumo de gua no ciclo hidrolgico Processos de consumo e formao de gua interferem no ciclo hidrolgico, mantendo o volume geral de gua constante no Sistema Terra.

Considerando o tempo geolgico, o ciclo hidrolgico pode ser subdividido em dois subciclos: o primeiro opera em curto prazo envolvendo a dinmica externa da Terra movido pela energia solar e gravitacional ; o segundo, de longo prazo, movimentado pela dinmica interna tectnica de placas , onde a gua participa do ciclo das rochas. No ciclo rpido, a gua consumida nas reaes fotoqumicas fotossntese onde retido principalmente na produo de biomassa vegetal celulose e acar.

Com a reao contrria fotossntese, a respirao, esta gua retorna ao ciclo. No ciclo lento o consumo de gua ocorre no intemperismo qumico atravs das reaes de hidrlise e na formao de rochas sedimentares e metamrficas, com a formao de minerais hidratados.

A produo de gua juvenil pela atividade vulcnica representa o retorno desta gua ao ciclo rpido. Origem e Distribuio da gua no Subsolo A precipitao atmosfrica sobre a superfcie terrestre seguida da infiltrao a origem de todos os nossos suprimentos de gua de subsuperfcie.

Delas depende a reposio da quantidade de gua retirada do solo por evaporao e absoro dos vegetais e, da gua escoada de nveis mais profundos atravs de nascentes e poos. Infiltrao o processo mais importante de recarga da gua no subsolo. O volume e a velocidade de infiltrao dependem de vrios fatores: porosidade, cobertura vegetal, topografia, precipitao, ocupao do solo.

A taxa de infiltrao de gua no solo depende de muitos fatores, entre os quais: 1 Sua porosidade: A presena de argila no solo diminui sua porosidade, no permitindo uma grande infiltrao. A gua que se infiltra est submetida a duas foras fundamentais: a gravidade e a fora de capilaridade, que a fora de adeso de suas molculas s superfcies das partculas do solo.

Pequenas quantidades de gua no solo tendem a se distribuir uniformemente pela superfcie das partculas. A fora de adeso mais forte do que a fora da gravidade que age sobre esta gua. Como conseqncia ela ficar retida, quase imvel, no atingindo zonas mais profundas. Chuvas finas e passageiras fornecem somente gua suficiente para repor esta umidade do solo.

Para que haja infiltrao at a zona saturada necessrio primeiro satisfazer esta necessidade da fora capilar. O conhecimento da ocorrncia de gua em subsuperfcie requer um estudo da distribuio vertical da gua nos materiais ou formaes geolgicas de subsuperfcie. A litologia de um corte ou seo da crosta se refere aos tipos de rochas e sedimentos inconsolidados que ocorrem em uma sucesso de camadas ou corpos rochosos que constituem alguma parte da crosta terrestre.

A parte mais externa da crosta terrestre normalmente porosa at uma maior ou menor profundidade, dependendo da regio geolgica. Esta poro da crosta recebe a denominao de Zona Detrtica. Os poros e interstcios ou outros tipos de vazios, podem, nessa poro da crosta, estar parcial ou completamente cheios de gua. Desta forma, a gua ocorre em subsuperfcie, em duas zonas: 1 - Zona de Aerao ou Zona No-saturada ou Zona Vadosa a zona situada entre a superfcie do terreno e a superfcie fretica nvel dgua NA , onde os poros da matria constituinte esto parcialmente preenchidos por gua e por gases principalmente ar e vapor dgua.

A gua contida nesta zona recebe vrias denominaes, tais como: gua edfica, gua suspensa e gua vadosa.

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Seu limite inferior vai at onde existir porosidade em profundidade. A zona de saturao pode ser considerada como sendo um nico enorme reservatrio ou um sistema de reservatrios naturais de gua, cuja capacidade e volume total de poros ou vazio esto repletos de gua. A espessura dessa zona varia de decmetros a dezenas ou centenas de metros.

Os fatores que influem nessa espessura varivel so: a geologia local, a porosidade e permeabilidade das formaes, a recarga ou continuidade da impregnao e o movimento da gua dentro da zona entre os locais de recarga e os pontos ou reas de descarga. A gua contida na zona de saturao a nica dentre as guas de subsuperfcie que propriamente constitui a gua subterrnea.

A gua contida no solo move-se para baixo atravs da zona de aerao sob a ao da gravidade. Na zona de saturao a gua subterrnea move-se de acordo com a direo determinada pelas condies hidrulicas permeabilidade e diferena de presses exercidas pela gua nos poros ou vazios. Deste modo, o movimento da gua subterrneo comandado pela diferena de presso hidrulica e o sentido do fluxo dgua da regio de maior presso para a regio de menor presso.

Assim, a grande maioria das guas do nosso planeta so guas salgadas ou permanentemente congeladas. Este fato ilustra a extrema importncia da gua subterrnea como reserva estratgica, considerada hoje, como a soluo mais vivel para os crescentes problemas de abastecimento de gua a nvel mundial. Grande parte das guas de superfcie est poluda, enquanto que as guas subterrneas, melhores protegidas contra a poluio, so geralmente de boa qualidade para o consumo direto do homem, sem necessidade de tratamentos especiais.

Propriedades que interferem no Armazenamento e Transmisso de Fluidos. Porosidade A porosidade definida como a relao entre o volume de vazios poros e o volume total de uma formao rocha ou sedimento , expressa em porcentagem. Existem dois tipos de porosidade: - Porosidade Primria porosidade de poros , originada durante a sedimentao intergranular e intragranular.

As rochas sedimentares e os sedimentos inconsolidados apresentam porosidade expressiva, principalmente porosidade primria, enquanto que as rochas gneas e metamrficas, geralmente apresentam baixos valores de porosidade, exceto quando esto muito fraturadas e falhadas. Fatores que influenciam na Porosidade Primria: 1- Granulometria tamanho das partculas Em geral, a porosidade aumenta com a diminuio da granulometria.

As partculas mais finas so em geral mais angulosas e possibilitam um empacotamento mais aberto, que propicia uma porosidade mais elevada. A porosidade primria tambm sofre o efeito da compactao e cimentao durante o processo de litificao que transforma os sedimentos em rochas sedimentares. O peso dos sedimentos sobrepostos torna os subjacentes mais compactos, aproximando mais os gros e diminuindo a porosidade primria, com o aumento dos contatos entre os gros em funo da profundidade.

A cimentao diminui a porosidade atravs do Permeabilidade A permeabilidade a propriedade de uma formao permitir a passagem de fluidos atravs dela, sem se deformar estruturalmente ou ocasionar deslocamento relativo de suas partculas. Ela depende do tamanho dos poros e da conexo entre os poros. Em outras palavras, a comunicabilidade entre os vazios poros ou interstcios, fendas e cavidades e est relacionada com a sua funo de conduto ou canal, ou seja, com a capacidade de transmisso de fluidos gua, petrleo e gs natural.

Em geral, a permeabilidade aumenta com a elevao do tamanho efetivo das partculas granulometria. As formaes constitudas inteiramente de partculas grossas no consolidadas oferecem menor resistncia passagem de fluido, devido os poros serem maiores.

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Formaes Aqferas As formaes ou camadas geolgicas da zona de saturao, nas quais se podem obter guas para uso proveitoso so chamadas de formaes aqferas ou aqferas. Aqfero uma unidade ou formao geolgica saturada que fornece gua a poos e nascentes em proporo suficiente, de modo que possa servir como proveitosa fonte de abastecimento. Para serem classificadas como aqferos as formaes geolgicas devem conter poros ou espaos abertos repletos de gua; alm disso, essas aberturas devem ser suficientemente grandes para permitirem o movimento da gua atravs delas em direo aos poos e nascentes, com uma vazo aprecivel.

Em resumo, elas precisam ter boa porosidade, boa permeabilidade e boa vazo. O tamanho e volume total dos poros de uma formao podem ser grandes ou pequenos, conforme o tipo de material constituinte. Isoladamente os poros de um material de granulometria fina, como a argila, so extremamente pequenos e o volume global dos poros comumente grande.

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Embora a argila tenha uma grande capacidade de reteno de gua, esta no pode se mover facilmente atravs das suas diminutas aberturas. Isto significa que uma formao argilosa no um aqfero, mesmo que esteja saturada de gua. Nesse caso, usa-se a designao de Aqcludo ou Aqclude. Um material mais grosseiro, como a areia, contm espaos abertos maiores por onde a gua pode se mover mais ou menos facilmente.

Uma formao arenosa saturada um aqfero porque pode conter gua e transmiti-la com uma vazo aprecivel, desde que ocorram diferenas de presso. As formaes geolgicas impermeveis que no absorvem e nem transmitem gua, recebem a designao de Aqfugos. Tipos de formaes aqferas O tipo de aqfero funo do tipo de material armazenador, o qual pode ser de origem gnea, metamrfica e sedimentar.

Os dois primeiros tipos de materiais geolgicos so compactos, duros e sem porosidade expressiva. As formaes de origem sedimentar rochas sedimentares e sedimentos , geralmente, caracterizam-se pela presena de porosidade primria expressiva, com exceo de algumas calcrios e dolomitos que apresentam porosidade secundria decorrente de dissoluo. A gua subterrnea pode ocorrer tanto em rochas duras e compactas, como as gneas e metamrficas, quanto em sedimentos inconsolidados e rochas sedimentares, ou seja, qualquer tipo de formao geolgica pode constituir um aqfero, desde que apresente condies de armazenar e transmitir gua com uma vazo suficiente.

Tipos de Aqferos: 1. Quanto ao tipo de material armazenador: Aqferos Contnuos aqferos de porosidade intergranular so aqueles que apresentam porosidade primria.

Esto associados s formaes sedimentares rochas consolidadas, sedimentos inconsolidados ou solos arenosos. Caracterizam-se por uma fase slida constituda por gros de areia, silte e argila, originados da destruio de Aqferos Descontnuos aqferos fraturados ou fissurais e aqferos crsticos ou de conduto so aqueles que apresentam porosidade secundria.

Esto associados, principalmente, com as rochas gneas e metamrficas, incluindo tambm rochas carbonticas calcrio, dolomitos e mrmores com dissoluo. Os aqferos descontnuos so rochas duras cujos principais vazios so essencialmente constitudos por fraturas abertas preenchidas pela gua. Os aqferos descontnuos constitudos por condutos e cavidades abertos por dissoluo, como nos mrmores, calcrios e dolomitos, so designados como aqferos crsticos.

Considerados em conjunto, os Arenitos so os melhores aqferos em funo de alm da sua larga distribuio, das suas boas caractersticas de armazenamento e permeabilidade. Outros aqferos sedimentares importantes so as areias e os cascalhos. Quanto s condies de armazenamento: Condies Freticas A ocorrncia de gua subterrnea em alguns aqferos est subordinada superfcie fretica ou nvel hidrosttico nvel dgua , significando que o limite superior do aqfero definido por esta superfcie.

Nesta superfcie a gua nos poros do aqfero est sob presso atmosfrica como se estivesse em um reservatrio ao ar livre. Quando um poo escavado ou perfurado em um aqfero fretico, o nvel dgua o mesmo que o da superfcie fretica e o poo denominado de Poo Fretico.

Em alguns casos a zona de saturao pode ter uma parte em um nvel acima da superfcie principal do lenol. Isto ocorre quando uma camada impermevel dentro da zona de aerao interrompe a infiltrao, fazendo com que a gua se acumule em uma limitada rea acima dessa camada. Neste caso, o aqfero denominado de Aqfero Suspenso. Condies Artesianas A zona de saturao pode ser constituda de camadas ou formaes permeveis e impermeveis de materiais detrticos.

As camadas permeveis so aqferas. Quando um aqfero encontra-se entre duas camadas impermeveis, diz-se que o aqfero est confinado, ou seja, sob presso maior que a atmosfrica presso de confinamento ou artesiana. Nesta situao a gua subterrnea encontra-se sob condies artesianas e o aqfero recebe a denominao de Aqfero Confinado ou Artesiano.

Quando um poo perfurado atravs da camada superior confinante atingindo o aqfero confinado, a gua se eleva no poo. A altura da gua no poo representa a presso artesiana do aqfero confinado. Quanto maior a presso maior a altura do nvel dgua no poo. O poo neste caso denominado de Poo Artesiano. A elevao alcanada pela gua em um poo artesiano chamada de nvel piezomtrico representa a presso artesiana do aqfero. A presso em um aqfero artesiano por vezes, suficientemente grande para elevar a gua do poo acima da superfcie do solo e, o poo denominado de Poo Artesiano Jorrante.

A poro externa e superficial da crosta terrestre formada por vrios tipos de corpos rochosos, que esto sujeitos a condies fsico-qumicas que alteram as suas forma fsica e composio qumica, formando sobre esses corpos um manto de alterao denominado de Regolito ou Manto de Intemperismo.

O processo geolgico responsvel pelo aparecimento desse manto de alterao sobre as rochas da parte superficial da Crosta denominado de Intemperismo.

Os processos intempricos atuam atravs de mecanismos modificadores das propriedades fsicas dos minerais e rochas morfologia, resistncia, textura, etc.

Intemperismo definido como um conjunto de processos fsicos, qumicos e biolgicos operantes na superfcie terrestre que ocasionam a desintegrao e a decomposio dos minerais e rochas, graas ao da atmosfera, hidrosfera e biosfera. Os produtos do intemperismo, rocha alterada e solo, esto sujeitos aos processos suprgenos eroso, transporte e sedimentao os quais acabam levando a denudao continental com o aplainamento do relevo.

Grande parte dos materiais disponveis ao uso do homem solo para cultivo de alimentos; argila, areia e seixo para a indstria da cermica e construo civil so produtos do intemperismo das rochas superficiais. A natureza e a efetividade dos processos de intemperismo dependem principalmente dos seguintes fatores controladores: - Clima: temperatura e precipitao. O Clima o fator primordial que determina o tipo de intemperismo mais atuante em uma regio. Os tipos de intemperismo de acordo com as condies climticas reinantes e em funo dos mecanismos predominantes de atuao so classificados em Intemperismo Fsico, Intemperismo Qumico e Intemperismo Biolgico.

Intemperismo Fsico - a desintegrao fsica das rochas, resultantes de processos inteiramente mecnicos, atribudos a vrias causas, ocasionando a ruptura, o quebramento e a desagregao das rochas da crosta terrestre.

Inclui todos os processos de desintegrao mecnica das rochas, sendo mais ativo nas regies ridas e glaciais. Principais mecanismos de intemperismo fsico: - Variao de Temperatura efeito da expanso e contrao trmica. Fragmentando as rochas e, portanto, aumentando a superfcie exposta ao ar e a gua, o intemperismo fsico abre o caminho e facilita o intemperismo qumico. A fragmentao de um bloco de rocha acompanhada por um aumento significativo da superfcie exposta ao dos agentes intempricos.

Intemperismo Qumico - a decomposio qumica provocada por reaes qumicas entre os minerais da rocha e solues aquosas diversas, causando um desequilbrio na estrutura dos minerais, que tendem a um novo arranjo interno, estvel as novas condies. O ambiente de superfcie da Terra, caracterizado por presses e temperaturas baixas e riqueza de gua e oxignio, muito diferente daquele onde a maioria das rochas se formou. Por este motivo, quando as rochas afloram superfcie da Terra, seus minerais entram em desequilbrio e, atravs de uma srie de reaes qumicas, transformam-se em minerais secundrios, mais estveis nesse novo ambiente.

O principal agente de intemperismo qumico que atua sobre as rochas da parte externa da crosta terrestre a gua com cido carbnico.

Principais reaes qumicas que ocorrem no intemperismo qumico: - Dissoluo, Oxidao, Hidratao e Hidrlise principal. Os agentes de intemperismo biolgico so divididos em: - Agentes Fsico-biolgicos: ao de crescimento de razes vegetais e escavaes ou perfuraes feitas por animais.

Os minerais mostram resistncias diferentes ao intemperismo. Uns se transformam mais rapidamente, outros so mais resistentes. Os minerais que sofrem intemperismo qumico do origem a novos minerais minerais secundrios que so mais estveis ao novo ambiente ou do origem a solutos que podem ser precipitados no local ou distante da rea fonte.

J os minerais primrios que sofrem mais a ao do intemperismo fsico e resistem ao intemperismo qumico, do origem a partculas de vrios tamanhos resistatos.

A origem do solo est diretamente relacionada com o intemperismo das rochas da superfcie terrestre, que resulta na formao de um manto de alterao regolito , considerado como o material precursor do solo substrato pedogentico. Tanto os minerais primrios, que resistiram ao intemperismo, como os minerais secundrios formados durante os processos intempricos, iro constituir o Regolito. Este manto de intemperismo pode evoluir, em suas pores mais superficiais ou totalmente, atravs dos processos pedogenticos adio, remoo, mistura, deslocamento e transformao , para a formao dos solos, quando no so imediatamente erodidos e transportados pelos agentes de dinmica externa gua, gelo, vento e gravidade.

A formao do solo pedognese ocorre quando as modificaes causadas nas rochas pelo intemperismo, alm de serem qumicas e mineralgicas, tornam-se, sobretudo estruturais, com importante reorganizao e transferncias dos minerais formadores do solo, principalmente argilominerais e oxi-hidrxidos de ferro e alumnio, entre os nveis superiores do manto de alterao.

Os processos pedogenticos ou de formao dos solos so estudados por um ramo relativamente recente das Cincias da Terra geocincias , a Pedologia. Conceitos de Solo: - o produto final da desintegrao e decomposio dos minerais e rochas da parte superficial da crosta terrestre por ao dos agentes intempricos.

Genericamente, os solos so constitudos de: 1- Partculas Minerais originados como produtos fsicos e qumicos do intemperismo das rochas minerais primrios e secundrios. Fatores que controlam a formao e desenvolvimento de um solo: 1- Clima - em climas quentes e midos, o intemperismo qumico mais atuante e, normalmente o solo mais bem desenvolvido.

Estgios para formao do solo: - intemperismo das rochas e formao do substrato pedogentico; - incio da formao dos horizontes do solo; - diferenciao total dos horizontes e maturidade do solo. Tipos de Solos: O fator Clima deve ser posto em evidncia, pois a mesma rocha poder formar solos completamente diferentes se decomposta em climas diferentes. Por exemplo, a decomposio de diabsios em ambientes climticos diferentes, produzindo solos argilosos ou laterticos. Por outro lado, rochas diferentes podem formar solos idnticos, quando sujeitas ao mesmo ambiente climtico de intemperismo, como no caso dos solos laterticos da regio Amaznica ou dos solos alcalinos da regio semi-rida do Nordeste.

Solos Azonais - solos que no tem a menor relao com o clima. Num perfil de um solo residual da superfcie para o interior, o solo grada em passagem da rocha totalmente alterada, rocha parcialmente alterada conservando por vezes blocos da rocha original, at a prpria rocha fresca inalterada. Solos Coluvionais - formados pela movimentao lenta da parte mais superficial do manto de intemperismo em encostas mais ou menos inclinadas, sob a ao de agentes diversos, principalmente da gravidade possuem um aspecto uniforme, caracterizam-se pela falta de seleo, estratificao e outras estruturas visveis.

Solos Transportados - formados de sedimentos inconsolidados recentes, de origem fluvial, elica, marinha, glacial, etc. Solos Orgnicos - so tipos particulares formados pela frao mineral argilosa adicionada de uma proporo variada de matria orgnica predominantemente vegetal, em reas mal drenadas ou paludais pntanos , onde a matria orgnica junto com a argila protegida da oxidao, evolui s vezes at para uma turfa, podendo ate chegar a formar um Carvo mineral. Em um perfil de alterao, o transporte de materiais de um nvel para outro, provoca a formao de camadas ou nveis com textura e composio distintas, paralelas superfcie, denominadas de Horizontes.

Perfil do Solo - a seo vertical de um terreno constituda por uma seqncia de horizontes ou camadas, bem definidas por suas caractersticas morfolgicas, fsicas, qumicas, mineralgicas e biolgicas, desde a superfcie at a rocha inalterada.

O perfil de um solo maduro desenvolvido possui geralmente, pelo menos quatro horizontes denominados de A, B, C e D. Onde, A e B representam a rocha totalmente alterada solum do solo , C a rocha parcialmente alterada saprolito e D a rocha inalterada bedrock.

Horizonte A Eluvial - o mais superficial, sujeito ao direta do clima. Caracterizado pelo acmulo de matria orgnica rico em hmus e pela intensa lixiviao de elementos solveis e remoo de argila eluviao. Horizonte B Iluvial - zona de acumulao ou enriquecimento do material transportado do horizonte A, contendo argilas Iluviao e carbonatos em clima rido ou oxi-hidrxidos de Al e Fe secundariamente concentrados em clima quente e mido.

Horizonte C Saprolito zona de transio entre o solo e a rocha fresca. Caracteriza-se pela presena de rocha alterada, mais ainda com textura da rocha original.

Horizonte D Bedrock corresponde prpria rocha. Genericamente, d-se o nome de lateritas s formaes superficiais constitudas principalmente por oxi-hidrxidos de alumio e ferro gibsita e goethita e argilomineral caolinita. A Laterizao caracteriza-se pela intensa lixiviao remobilizao de elementos alcalinos Li, Na, K, Ce e Fr , alcalino-terrosos Be, Mg, Ca, Sr, Ba e Ra e slica SiO2 do perfil de alterao, ficando um resduo dos produtos de menor solubilidade, principalmente de Al e Fe na forma de xidos e hidrxidos, sob condies especiais de pH.

As lateritas ricas em alumnio so denominadas de Bauxita, que o principal minrio de Al encontrado na crosta terrestre. Os rios so cursos dgua superficiais formados pelas guas das fontes ou nascentes, mais as guas de precipitao e de degelo, que escoam pelas vertentes entre elevaes, formando pequenos crregos que se juntam e se avolumam para formar os rios.

Os rios, no sentido geral, so cursos naturais de gua doce, com canais definidos e fluxo permanente ou sazonal para um oceano, lago ou outro rio. Os rios participam dos processos geolgicos exgenos que realizam a modelagem da superfcie terrestre, atravs dos trabalhos de eroso, transporte e sedimentao fluvial.

Os rios so os principais agentes de transporte de sedimentos originados por intemperismo de reas continentais, sendo considerados como principais agentes de transformao da paisagem, agindo continuamente no modelamento do relevo. Cada rio possui sua bacia de drenagem, que fornece a gua e os sedimentos para seus tributrios e para o rio principal.

Os rios so importantes para a atividade humana, seja como vias de transporte e fontes de energia hidreltrica e de gua potvel, seja como supridores de recursos alimentares atravs da pesca e da gua para irrigao, terras frteis nas plancies de inundao para o cultivo em grande escala ou como formadores de depsitos minerais seixo, areia, argila e minerais pesados de interesse econmico. Por outro lado, as eroses e inundaes associadas aos rios constituem um dos principais acidentes geolgicos, acarretando perdas de vidas humanas e grandes prejuzos.

A forma do vale, o padro de canal e a velocidade das guas de um rio dependem dos seguintes fatores: - Topografia, que intervm na declividade do terreno; - Regime pluvial da rea de drenagem; - Constituio litolgica e disposio das rochas erodidas, e - Estgio fase de eroso do rio. Eixo de um rio a linha de maior velocidade dgua de um rio.

Nas partes retas de um rio, o eixo situado de maneira simtrica. Nas partes curvas, a fora centrfuga desloca essa linha para a margem externa da curvatura. Gradiente de um rio a variao na declividade do leito de um rio em relao distncia horizontal. Conforme a regio percorrida, um rio pode possuir um gradiente heterogneo durante seu percurso, ou seja, a velocidade pode variar com a maior ou menor inclinao do leito do rio. Sendo aumentado o gradiente, o aumento da velocidade das guas faz com que o rio se torne mais raso, formando-se as chamadas corredeiras.

As causas de mudana de gradiente mais comuns so: a diferena litolgica e os falhamentos escalonares. Padro de Canal Fluvial o padro de um canal fluvial definido por sua configurao em planta e corresponde ao grau de ajustamento do canal a seu gradiente e a sua seo transversal.

Principais tipos de padro de canal fluvial: Retilneo caracterstico de rios com baixo volume de carga de fundo, alto volume de carga suspensa e declive acentuadamente baixo.

So raros, pois em geral eles apresentam uma sinuosidade desprezvel devida ao desenvolvimento de barras laterais depsitos. Meandrante ocorre quando a sinuosidade for maior que 1,5 e caracterstico de rios que transportam cargas de fundo e em suspenso em quantidades aproximadamente iguais.

Anastomosado tpico de rios com carga slida, principalmente carga de fundo, muito grande em relao a sua carga lquida, bem desenvolvido em plancies de leques aluviais e leques deltaicos, caracterizado por sucessivas divises e reunies dos canais em torno de bancos arenosos, que dividem o canal fluvial em mltiplos canais.

Eroso Fluvial Ao erosiva de um Rio No curso superior de um rio regio das cabeceiras , as vertentes mais ngremes possuem grande velocidade d gua, formando sulcos fendas e arrastando os resduos Partes das rochas so removidas por dissoluo e os fragmentos so arrancados do fundo pelas correntes, aprofundando o leito do rio.

Os fragmentos arrancados so transportados pelas correntes, sofrendo desgaste e desgastando o leito do rio. Nestas condies de energia o rio aumenta seu leito em profundidade, determinando uma forma de vale que lembra a de um V agudo.

So os chamados Vales em V. No seu curso mdio, com a diminuio da declividade e conseqente diminuio da velocidade das guas, o poder de transporte competncia do rio diminui, ocorrendo a deposio dos fragmentos maiores que vo proteger o fundo leito do rio contra o trabalho erosivo. Com o aumento da deposio de detritos nas regies de menor velocidade, verifica-se uma mudana na configurao do vale, que passar a ter a forma de um U bastante aberto, de bases maiores que os lados.

Tal configurao decorre da deposio no fundo e da eroso que passou a ser lateral. Canais verdadeiramente retilneos so raros, em geral apresentam sinuosidades desprezveis devido o desenvolvimento de barras laterais causadas pela eroso lateral, pois os talvegues linhas de maiores profundidades dos canais so sinuosos em planta e determina os locais de maior velocidade das guas no canal. Com o aumento da eroso lateral e desenvolvimento das barras laterais, o rio evolui para um padro de canal meandrante, com o desenvolvimento de meandros sinuosidades acentuadas dos canais dos rios , devido realizao da eroso nas partes cncavas das curvaturas e a deposio no lado oposto convexo.

Com a evoluo do rio meandrante, os meandros tendem a se fechar cada vez mais, originando os meandros abandonados paleocanais , que mais tarde so preenchidos por sedimentos finos argilosos. Fases de um Rio Estgios erosivos na evoluo de um sistema fluvial: Fase Juvenil caracterizada pelo excesso de energia velocidade da corrente , apresentando grande capacidade de eroso profunda e transporte, tpica das cabeceiras dos rios, predominando vales em forma de V.

Fase Madura quando o gradiente for tal, que a energia seja suficiente mais para o transporte, no erodindo mais o fundo, apenas eroso lateral. Caracterstica dos cursos mdios dos rios. Apresenta amplas plancies de inundao e depsitos de acreo lateral barras de meandro.

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Fase Senil caracterizada por vales bem largos e aplainados, quase nenhuma capacidade de eroso, sua capacidade maior de deposio e algumas de transporte. Formam-se extensas plancies apresentando meandros ou mesmo canais anastomosados.

Um rio pode sofrer um processo de rejuvenescimento, pelo aumento na velocidade, passando a erodir mais intensamente, caso aumente a pluviosidade nas cabeceiras do rio ou atravs de falhamentos ou outros processos geolgicos de dinmica interna que causem a elevao do leito dos rios. Havendo um movimento que provoque emergncia elevao da regio ou aumento de pluviosidade, o rio pode sofrer um rejuvenescimento e passar a erodir mais intensamente.

Feies Erosivas provocadas pela eroso fluvial: Cachoeiras e Corredeiras - As Cachoeiras so declives abruptos no curso dos rios, formando quedas dgua, j as Corredeiras so declives mais suaves no curso dos rios.

A principal causa da formao de cachoeiras e corredeiras a diferena na resistncia. Vales Suspensos se a eroso for mais intensa no vale principal de um rio do que no vale de um dos seus afluentes, que ficar ento em nvel mais elevado, formando os vales suspensos. Principais causas: tectnicas, litolgicas ou climticas. Caldeires e Marmitas so perfuraes cilndricas, profundas, formadas pelo redemoinho das guas ao turbilhonar aps uma cachoeira ou em uma corredeira.

Canyons canhes vales ou gargantas de paredes relativamente altas e verticais, comum jusante de cachoeiras. Tipos de transporte de sedimentos por ao fluvial: Transporte por Soluo A gua ao percolar as rochas dissolvem diversas substncias, que so transportados, na forma de solutos, aos lagos ou mares. As substncias em soluo, geralmente expressam em seus constituintes os elementos componentes das rochas intemperizadas. Grande parte dessas substncias se precipita, sob condies favorveis, formando as rochas sedimentares de origem qumica calcrios, dolomitos e evaporitos e outra parte pode constituir a matria prima para formao de esqueletos ou carapaas de organismos, que aps a morte se acumulam dando origem aos sedimentos biognicos bioclsticos.

A gua dos rios, de um modo geral, apresenta maior concentrao de sais na poca de estiagem vero , porque predomina na poca de chuva inverno a gua superficial, diluindo os sais provindos principalmente da gua subterrnea, aumentando com isto, a quantidade de material detritos em suspenso, devido a maior velocidade energia das guas avolumadas pelo aumento da pluviosidade.

Principais fatores que determinam a quantidade e a qualidade das substncias em soluo: clima da regio, tipos de rochas e solos atravessados pelos rios e volume de gua dos rios.

Os materiais slidos sedimentos clsticos transportados pelos rios podem ser divididos em dois grupos: Carga de Fundo material grosseiro que se move ao longo do leito por saltao, rolamento e arrasto e Carga de Suspenso material mdio a fino que se move suspenso pelas guas do rio. Diferente dos sedimentos, por exemplo, areia de praia um conjunto de minerais soltos , as rochas tm os seus cristais ou gros constituintes muito bem unidos.

Dependendo do processo de formao, a fora de ligao dos gros constituintes varia, resultando em rochas duras e rochas brandas. Exemplos de rochas: arenito, calcrio, granito, basalto, ardsia e quartzito. Fssil um resto ou vestgio de animal ou vegetal que existiram em pocas anteriores a atual, que ficaram preservados por diferentes processos de fossilizao em rochas sedimentares.

Os fsseis podem ser de trs tipos: restos inalterados, restos alterados e vestgios. Os Restos so partes do animal ou planta e os Vestgios so evidncias de sua existncia ou de suas atividades. A Paleontologia a cincia que estuda os fsseis e o estudo dos mesmos serve para a correlao e a datao de formaes geolgicas portadoras de contedo fossilfero, alm de subsidiar o estudo da evoluo biolgica.

Sedimento pode ser um fragmento mineral, um fragmento orgnico ou um precipitado qumico, originados da alterao de rochas preexistentes ou da ao de agentes biolgicos. Afloramento toda e qualquer exposio de rochas na superfcie terrestre, podendo ser natural ou artificial. A Terra parte integrante do Sistema Solar. Este, por sua vez, encontra-se num dos braos da grande nebulosa galxia da Via Lctea.

Os cientistas acreditam que a formao do Sistema Solar ocorreu por volta de 4,6 bilhes de anos atrs, devido ao aumento da fora gravitacional dentro de uma nuvem de poeira csmica e gs, fazendo com que a mesma se contrasse.

A aglutinao deste material deu origem a vrias esferas que giravam em torno de uma maior concentrao gasosa incandescente que seria o Sol. As esferas menores ao se resfriarem deram origem aos planetas. A Terra comeou a existir a cerca de 4,56 bilhes de anos atrs, quando uma enorme massa de gs e partculas de poeira csmica uniu-se e formaram nosso planeta. Era muito frio quando isso aconteceu, mas a Terra aqueceu-se rapidamente enquanto crescia.

Boa parte do calor proveio da enorme presso que era exercida em seu interior pelos materiais que se alojavam acima. Nos estgios iniciais do Sistema Solar, a Terra deveria possuir uma enorme atmosfera completamente diferente da atual, envolvendo uma massa que deveria encontrar-se fundida.

Durante os primeiros milhes de anos, quando a Terra era uma fase em fuso, os elementos qumicos mais densos como o Ni e o Fe concentraram-se no seu centro devido fora gravitacional, enquanto que os mais leves, como o Si e o Al e os gases permaneceram na superfcie. Os gases foram posteriormente varridos completamente da superfcie do planeta por tempestades solares. Quando se formava a primitiva crosta, enormes quantidades de gases desprendiam-se da superfcie semifundida, ao mesmo tempo em que se iniciava sua solidificao.

Jatos de vapor dgua e dixido de carbono vieram do interior da Terra e se elevaram para constituir a atmosfera primitiva. Lentamente a parte externa comeou a resfriar e por volta de um bilho de anos de existncia surgiram os Protocontinentes.

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Admite-se que a crosta primitiva talvez tivesse composio basltica. Ela teria sido fraturada e refundida inmeras vezes, at que surgissem diferenciaes minerais originando diferentes tipos de rochas. Durante este processo, mais e mais gases e vapor de gua foram injetados na atmosfera pelos intensos fenmenos vulcnicos.

Com isso, se formaram camadas concntricas de propriedades fsicas e qumicas diferentes no globo terrestre. Acredita-se que a Terra no se solidificou totalmente devido presena de elementos radioativos existentes em sua constituio interna, os quais sofrem fisso nuclear e provocam uma grande quantidade de calor calor radiognico e isto no permite que haja um resfriamento total, sobretudo no seu centro.

O problema da origem da Terra e do Sistema Solar um dos mais rduos e apaixonantes da Cosmologia. O que a maioria das teorias aceita que a Terra passou sucessivamente pelo estado gasoso e lquido antes de chegar a sua consolidao. A idade das rochas mais antigas descobertas at hoje de 3,9 bilhes de anos, mas o planeta j existia muito tempo antes disso, para dar tempo s rochas de formarem-se como lquidos e ento se solidificar e estabelecer-se em camadas.

Atravs de milhares de medidas fornecidas por satlites artificiais, o homem chegou concluso que a forma da Terra de um Elipside de Rotao, ou seja, um Esferide com achatamento nos plos em relao ao equador, devido ao movimento de rotao que a Terra executa em torno de um eixo imaginrio que passa atravs dos plos. O homem no tem acesso direto s partes mais profundas da Terra devido s limitaes tecnolgicas de enfrentar as altas presses e temperaturas.

A sondagem mais profunda atingiu apenas 12 km, uma frao insignificante comparada ao raio da Terra de km. Assim, a estrutura interna do planeta s pode ser estudada de maneira indireta. Desta forma, essa discrepncia de valores leva concluso de que a densidade da Terra deve ser maior no seu interior, seja por diferena de constituio ou devido maior compacidade da matria como conseqncia da alta presso reinante.

A atrao que a Terra exerce sobre os corpos denominada de Gravidade. Esta fora de atrao definida pela Lei de Newton. O valor desta atrao no igual em toda superfcie terrestre, variando principalmente com a Latitude devido diferena entre o raio equatorial e polar. Devido ao movimento de rotao que a Terra executa sobre si, em torno da linha dos plos, um corpo qualquer situado em sua superfcie toma parte neste movimento e sujeito a uma fora denominada de Fora Centrfuga, que tende a afast-lo do eixo imaginrio.

Para que um corpo permanea sobre a superfcie terrestre, a fora de gravidade tem que ser maior que a fora centrfuga, que nula nos plos e mxima no equador. Como conseqncia da Lei de Newton, o valor da gravidade varia com a Altitude. Contudo, esta variao mostra valores aparentemente discrepantes dos valores esperados, ou seja, Anomalias de Gravidade, que so valores de gravidade diferentes dos tericos.

Se a Terra fosse homognea, a gravidade seria maior nas regies de montanhas, onde a massa faria aumentar a fora de gravidade, todavia, os resultados de medidas gravimtricas ao longo da superfcie terrestre demonstram que a gravidade apresenta valores anormais conforme a natureza topogrfica da regio.

Essas medidas mostram de uma maneira geral, valores inferiores ao valor terico, denominados de Anomalias negativas de gravidade, que ocorrem nos continentes sobre as regies de montanhas e, valores superiores, denominados de Anomalias positivas de gravidade, sobre as grandes plancies e oceanos.

A interpretao desse fenmeno demonstra que a parte externa do globo terrestre formada por camadas de diferentes densidades e composies. Quando ocorre uma ruptura nas camadas internas da Terra, so geradas vibraes que se propagam em todas as direes na forma de ondas. O mesmo ocorre, por exemplo, com a detonao de explosivos numa pedreira, cujas vibraes, tanto no terreno como sonoras, podem ser sentidas a grandes distncias.

Essas formas de propagao de energia, originadas por movimentos no interior da Terra terremotos ou abalos ssmicos ou atravs de exploses e impactos na superfcie terrestre, so denominadas de ondas ssmicas. Ondas estas que podem causar danos na superfcie e serem registradas por sismgrafos, mesmo a distncias considerveis do ponto de. A anlise das ondas ssmicas, registradas na superfcie permite deduzir vrias caractersticas das partes internas da Terra.

Tipos de Ondas Ssmicas: - Ondas Primrias ou ondas P - so ondas que se propagam em meios slidos e lquidos, que aumentam a velocidade de propagao quando passam de um meio de menor densidade para um meio de maior densidade e diminuem quando passam de um meio slido para um meio lquido.

A velocidade de propagao das ondas P e S dependem essencialmente do meio por onde elas passam. Em geral, quanto maior a densidade de uma rocha, maior a velocidade das ondas ssmicas. Em escala global, os registros dos terremotos em uma rede de estaes sismogrficas permitem conhecer as velocidades de propagao das ondas ssmicas no interior da Terra e estudar a estrutura interna, a composio e a evoluo atual do nosso planeta. O estudo da variao da velocidade de propagao das ondas ssmicas atravs da Terra evidenciou a existncia de mudanas bruscas dessas velocidades de propagao a certas profundidades, marcando limites no interior da Terra, que so denominados de Descontinuidades.

A existncia dessas descontinuidades atribuda a diferentes composies, densidades e estados fsicos das matrias que constituem o globo terrestre, sobretudo em sua parte central. Foi atravs das descontinuidades, evidenciadas pelo estudo de propagao das ondas ssmicas, que se concluiu que a Terra possui uma 6. Estrutura Interna Concntrica, dividida em trs camadas principais, que da superfcie para o centro, recebem as seguintes denominaes: Crosta, Manto e Ncleo.

Existem duas grandes descontinuidades que dividem a Terra nas trs principais camadas concntricas. A Descontinuidade de Mohorovic que separa a crosta do manto a uma profundidade que varia entre 5 a 60 km e a Descontinuidade de Gutenberg que separa o manto do ncleo a uma profundidade de km.

A primeira camada superficial a Crosta, com espessura variando de 25 a 60 km nos continentes e de 5 a 10 km nos oceanos, apresentando valores de densidade que variam de 2,7 na poro superior at 3,2 na poro inferior.

A temperatura na crosta terrestre varia desde temperaturas superficiais at oC a oC em sua base. As velocidades de propagao das ondas ssmicas abaixo da crosta aumentam at a profundidade de km Esta regio o Manto, que est subdividido em manto superior e manto inferior por uma descontinuidade que existe a uma profundidade em torno de km.

As temperaturas no manto variam entre oC a oC e densidade de 3,3 a 4,8. A regio situada a profundidades maiores que km o Ncleo da Terra. Dentro do ncleo, existe um caroo central ncleo interno , com velocidades um pouco maiores do que o ncleo externo. No ncleo externo, no h propagao de ondas S, o que mostra que ele deve estar em estado lquido, razo pela qual a velocidade da onda P bem menor do que as do manto slido.

Por outro lado, a densidade do ncleo muito maior do que a do manto, variando de 9 a Estas caractersticas de velocidades ssmicas baixas e densidades altas indicam que o ncleo constitudo predominantemente de Ni e Fe.

Admite-se que a temperatura no ncleo seja em torno de a C. A descontinuidade que divide o ncleo est a uma profundidade de Km. A grande diferena entre as velocidades ssmicas da crosta e do manto indica uma mudana de composio qumica das rochas. Abaixo da crosta, estudos mais detalhados em muitas regies mostram que h uma ligeira diminuio nas velocidades ssmicas do manto ao redor de km de profundidade, especialmente sob os oceanos.

Esta zona de baixa velocidade abaixo dos km causada pelo fato de uma pequena frao das 7. Desta maneira, a crosta, junto com uma parte do manto acima da zona de baixa velocidade, forma uma camada mais dura e rgida, chamada Litosfera e a zona de baixa velocidade, forma uma camada de comportamento dctil, onde as rochas so mais maleveis plsticas chamada de Astenosfera.

A verdadeira casca da Terra, portanto, a Litosfera, dividida em pedaos denominados de Placas Tectnicas ou Litosfricas que se movimentam sobre a Astenosfera. A Crosta terrestre representa a camada slida externa do planeta, constituda de rochas e sedimentos, que vai da superfcie terrestre at a Descontinuidade de Moho e est dividida em Crosta Continental, que corresponde s reas continentais emersas, e Crosta Ocenica, que constitui os assoalhos ocenicos.

A Crosta Continental recebe a denominao de SIAL, devido predominncia de rochas de composio grantica ricas em silcio e alumnio e, a Crosta Ocenica recebe a denominao de SIMA, devido a predominncia de rochas de composio basltica ricas em silcio e magnsio. Segundo dados indiretos fornecidos pela geofsica, a espessura total da Crosta varia de 5 a 60 km, sendo mais espessa nas cadeias de montanhas e mais delgada sob os oceanos.

A constituio litolgica da crosta terrestre representada por trs grandes grupos de rochas, que de acordo com suas origens classificam-se em: Rochas gneas originadas pelo resfriamento e consolidao do magma. Rochas Sedimentares originadas pela acumulao de sedimentos, provindos da destruio de rochas preexistentes e restos orgnicos.

Rochas Metamrficas originadas pelo metamorfismo de rochas preexistentes. Estes oito elementos fazem parte da composio qumica essencial dos minerais pertencentes classe mineral mais abundante da crosta terrestre Silicatos , onde esto os principais minerais formadores de rochas gneas, que so as rochas predominantes no volume total da crosta.

A maioria dos metais teis ao homem ocorre em quantidades mnimas na crosta e so explorados apenas em lugares onde foram enriquecidos graas ao de diferentes 9. A realizao de sondagens, poos e galerias mostram que a temperatura aumenta progressivamente para o interior da Crosta. De um modo geral, a temperatura em subsuperfcie influenciada pela temperatura mdia anual de uma regio at uma profundidade que varia entre 10 a 20 metros e, da para baixo, aumenta continuamente.

Devido a esta variao de temperatura surgiu o conceito de Grau Geotrmico, que o nmero de metros em profundidade na Crosta, necessrio para ocorrer o aumento de temperatura em 10C. Deste modo, podem existir variaes muito grandes de Grau Geotrmico, dependendo da regio e de sua temperatura mdia anual. Em geral, a elevao da temperatura menor nas regies geolgicas mais antigas, que so mais estveis, com rochas de idade geolgica muito antiga e sem perturbaes termo tectnica recentes.

As rochas so as unidades bsicas que formam a crosta terrestre, e so constitudas por agregados minerais consolidados de ocorrncia natural.

Elas so caracterizadas atravs de suas estruturas, texturas e composies mineralgicas. A estrutura da rocha o aspecto geral externo, que pode ser macio, com cavidades, estratificado ou orientado, etc. A textura se revela por meio da observao mais detalhada do tamanho, forma e relacionamento entre os cristais ou gros constituintes da rocha.

Uma informao importante no estudo das rochas a determinao dos seus minerais constituintes. Na agregao mineralgica constituinte das rochas, reconhecemos os minerais essenciais e os minerais acessrios.

Os essenciais esto sempre presentes e so mais abundantes numa determinada rocha, e as suas propores determinam o nome dado rocha. Os acessrios podem ou no estar presentes, sem que isto modifique a classificao da rocha em questo.

Quando os minerais agregados pertencerem mesma espcie mineralgica, a rocha ser considerada Monominerlica. Quando forem de espcies diferentes, ela ser Poliminerlica ou Pluriminerlica. Classificar as rochas significa usar critrios que permitam agrup-las segundo caractersticas semelhantes.

Uma das principais classificaes a gentica, em que as rochas so agrupadas de acordo com seu modo de formao na natureza. Sob este aspecto, as rochas se dividem em trs grandes grupos: gneas ou Magmticas, Sedimentares e Metamrficas. As rochas gneas so originadas pelo resfriamento e solidificao ou cristalizao de material rocha fundido proveniente de grandes profundidades no interior da Terra, denominado de magma.

Magma uma massa em fuso rica em silicatos, com propores variadas de gua, elementos volteis e cristais em crescimento. O Magma um sistema constitudo de trs fases: uma fase lquida silicatos em fuso ; uma fase slida cristais de minerais e uma fase gasosa elementos volteis. Sua gnese est relacionada movimentao e fuso parcial de rochas no interior da Terra manto , constituindo um processo endgeno que depende da gerao de calor. Abaixo da superfcie, o magma se resfria lentamente, permitindo o crescimento de cristais bem desenvolvidos.

Quando ele atinge a superfcie, o resfriamento rpido, devido temperatura de superfcie ser relativamente baixa, e os cristais no se desenvolvem, em funo da extino da fase lquida. As rochas gneas expressam suas condies de formao atravs da textura e da relao de contato com as rochas preexistentes na crosta terrestre. De acordo com o modo de ocorrncia e local de consolidao, as rochas gneas so de dois tipos principais: rochas Extrusivas vulcnicas e rochas Intrusivas plutnicas ou hipoabissais.

As rochas gneas vulcnicas so rochas formadas pelo extravasamento, resfriamento e consolidao do magma na superfcie terrestre, atravs de condutos vulcnicos ou fissuras da crosta terrestre. O magma ao atingir a superfcie denominado de lava. Os derrames de lava, juntamente com materiais piroclsticos slidos e gases, expelidos durante as atividades vulcnicas, do origem s rochas vulcnicas.

As rochas gneas hipoabissais ou subvulcnicas so rochas formadas pelo resfriamento e consolidao do magma em condies quase superficiais, ocorrendo na forma de corpos gneos intrusivos discordantes diques, veios, necks e apfises ou concordantes sils e laclitos com as estruturas das rochas encaixantes.

Exemplos de rochas hipoabissais: Microgranito Granito-prfiro , Microdiorito diorito-prfiro e Diabsio. As rochas gneas plutnicas so formadas pelo resfriamento e consolidao do magma em profundidade, ocorrendo na forma de grandes massas magmticas As rochas gneas tambm podem ser classificadas com base na textura, contedo de slica e de minerais mficos: 1- Quanto textura: Vtrea - rocha constituda de vidro vulcnico, sem cristais.

Afantica - rocha de granulao muito fina microcristalina a criptocristalina com cristais menores que 1 mm. Vesicular - rocha que apresenta vazios deixados pelo escape de gases. Amigdaloidal - rocha que apresenta preenchimento dos vazios, posterior ao escape dos gases, denominados de amgdalas. Porfirtica - rocha que apresenta cristais maiores Fenocristais envolvidos por uma massa fundamental Matriz de granulao fina a muito fina.

Fanertica - rocha de granulao mdia a grossa, com cristais maiores que 1 mm e visveis a olho nu. Pegmattica - rocha de granulao muito grossa, com cristais bem desenvolvidos e maiores que 3 cm. Flsicos - minerais ricos em Al, Na, K e slica, geralmente de colorao clara.

Mficos - minerais ricos em Ca, Fe e Mg, geralmente de colorao escura. Composio Mineralgica Ortoclsio, plag. A nomenclatura das rochas gneas baseada principalmente na textura e composio mineralgica da rocha. Em geral, as rochas gneas se caracterizam por uma textura formada pelo entrelaamento de cristais, sem espaos vazios, onde o tamanho dos cristais d indicao da velocidade de resfriamento e a assemblia mineral, presente na rocha, d indicao da temperatura de cristalizao.

As rochas sedimentares so rochas formadas a partir dos materiais originados da alterao e destruio de qualquer tipo de rocha exposta superfcie terrestre. Estes materiais so transportados e acumulados em ambientes de sedimentao da superfcie terrestre e, posteriormente, transformados em rochas consolidadas. Estas rochas incluem tambm, em suas constituies, os materiais provenientes de atividades biolgicas.

Rocha Sedimentar uma rocha constituda de sedimentos, originados pelo intemperismo e eroso de rochas preexistentes e de atividades biolgicas, que foram transportados e acumulados em bacias sedimentares e, posteriormente, litificados. Os processos geolgicos envolvidos na formao das rochas sedimentares constituem uma seqncia de processos exgenos, denominada de Ciclo Sedimentar, que engloba a alterao e destruio de rochas expostas superfcie intemperismo e eroso , o transporte dos materiais resultantes, a acumulao sedimentao e a transformao desses materiais em rochas sedimentares litificao.

Os materiais originados da alterao das rochas fragmentos e precipitados qumicos e da ao de agentes biolgicos restos e compostos qumicos so denominados de sedimentos. Eles so produzidos pela ao do intemperismo e eroso, que desagregam e decompem rochas preexistentes na superfcie terrestre, atravs de processos fsicos, qumicos e biolgicos e, posteriormente, so transportados para locais de acumulao,.

Eles podem ser de trs tipos: clsticos detrticos , qumicos e orgnicos biognicos. O tamanho das partculas um importante fator na determinao de muitas propriedades fsicas importantes das rochas constitudas de sedimentos clsticos, incluindo; resistncia, porosidade, permeabilidade, densidade e muitas outras. Tambm, determina o nome de alguns tipos de rochas sedimentares.

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A classificao de tamanho dos sedimentos detrticos conhecida como Escala de Granulometria ou Granulomtrica. Grau de seleo est relacionado com a uniformidade de tamanho das partculas, que podem ser: bem selecionadas, moderadamente selecionadas e mal selecionadas. A litificao tambm pode ocorrer pela cristalizao de minerais durante a formao de sedimentos qumicos. Composio e Estruturas das rochas sedimentares: A composio das rochas sedimentares depende do modo de formao.

Elas podem ser constitudas por: - minerais que resistiram aos processos de alterao qumica das rochas intemperizadas; - minerais formados por processos de alterao qumica das rochas intemperizadas; - minerais formados por precipitao de compostos inorgnicos e, - restos orgnicos e compostos qumicos precipitados biogenicamente. A maioria das rochas sedimentares caracterizada por um arranjo paralelo de suas partculas constituintes, onde a deposio dos sedimentos ocorreu na forma de camadas ou estratos, que se distinguem entre si, pela cor, granulometria, composio e resistncia, formando uma estrutura primria tpica das rochas sedimentares, denominada de Acamamento ou Estratificao.

Cada camada corresponde a um episdio de sedimentao e a separao entre as camadas feita atravs de juntas nos planos de acamamento. As camadas de rochas sedimentares so constitudas por sucesses milimtricas, chamadas de laminaes, que conforme a disposio pode formar no interior das camadas, tipos diferentes de estratificaes: plano-paralela, gradual e cruzada.

Alm de estratificao, as rochas sedimentares apresentam outros tipos de estruturas, tais como: marcas de ondas, gretas de contrao, ndulos, concrees e estruturas biognicas pistas, perfuraes, etc.

Classificao das Rochas Sedimentares: De acordo com a origem, granulometria e composio dos sedimentos, as rochas sedimentares podem ser: 1- Clsticas ou Detrticas - so rochas constitudas de sedimentos clsticos, ou seja, fragmentos de rochas preexistentes resultantes de processos de intemperismo fsico.

Estas rochas so subdivididas com base no tamanho das partculas em: Macroclsticas - formadas por psefitos rudceas e psamitos arenceas. Microclsticas - formadas por pelitos siltico-argilosas. Elas podem ser resultantes da acumulao clstica de restos de animais e plantas ou pela precipitao qumica por ao biognica. Mineral Quartzo Feldspatos Argilominerais Calcita e dolomita xidos de ferro.

As rochas que constituem a crosta terrestre podem ser colocadas em condies de presso e temperatura diferentes das condies em que foram formadas. Estas novas condies podem determinar a instabilidade dos minerais preexistentes, estveis nas antigas condies em que foram formados.

Estas rochas sofrem ento, transformaes sob ao destas novas condies de temperatura, presso, presena de agentes fluidos lquidos ou volteis ou fortes esforos, adaptando-se, assim, s novas condies. Esta adaptao que d origem aos diferentes tipos de rochas metamrficas. Rocha Metamrfica - rocha originada pela ao do metamorfismo de rochas preexistentes protolitos. Tipos de transformaes metamrficas: Recristalizao de minerais preexistentes; Formao de novos minerais e, Mudana de textura e estrutura.

Fatores condicionantes do metamorfismo: Natureza do protolito; Temperatura; Presso litosttica e dirigida ; Fluidos quimicamente ativos e Tempo de durao dos processos A temperatura constitui, provavelmente, o fator mais importante nos processos metamrficos.

O limite inferior de temperatura do metamorfismo est situado em torno de oC e o limite superior, representado pela temperatura de formao do magma fuso de rochas. A elevao da temperatura ocorre de maneira natural, com o aumento da profundidade calor proveniente do manto e do ncleo, calor gerado por desintegrao radioativa e calor oriundo de cmaras magmticas adjacentes s reas de metamorfismo.

Dois tipos de presso devem ser considerados no metamorfismo. O primeiro tipo a presso litosttica, provocada pelo peso do material sobrejacente, que naturalmente, aumenta com a profundidade. O segundo tipo, designado de presso dirigida, devido aos esforos tectnicos, relacionados aos movimentos das placas tectnicas. A constituio mineralgica das rochas metamrficas varia conforme a natureza do protolito e a intensidade do metamorfismo, e o tipo de textura depende do novo arranjo dos minerais, em funo da recristalizao, crescimento de novos minerais e da ao de esforos presso dirigida , gerados por movimentos tectnicos.

1-Apostila de Geologia Geral

Tipos de Metamorfismo: Metamorfismo Regional Dinamotermal tipo de metamorfismo que ocorre em extensas reas da crosta, a grandes profundidades, sob ao combinada de presso e temperatura. Normalmente, est relacionado com os movimentos da crosta, onde, parte da presso envolvida no processo, resulta de esforos direcionais de movimentos tectnicos. Metamorfismo de Contato Termal tipo de metamorfismo desenvolvido em reas localizadas, adjacentes a massas de rochas gneas intrusivas, especialmente as de composio cida.

A temperatura fator predominante determinada pela proximidade do corpo intrusivo, que pode tambm, fornecer fluidos aquosos ativos que estimulam certas reaes qumicas com os minerais das rochas encaixantes. Ao redor do contato desenvolve-se uma aurola de transformao ou de metamorfismo, cujas dimenses dependem do tamanho da intruso e da natureza da rocha encaixante.

Metamorfismo Dinmico Cataclstico tipo de metamorfismo desenvolvido em zonas estreitas de deformao e deslocamentos intensos zonas de falhas ou de cisalhamentos , onde o fator predominante do metamorfismo a presso dirigida. As tenses devidas s presses direcionais causam o fraturamento e a fragmentao mecnica das rochas cataclase , reduzindo-as a uma granulao fina. Geralmente, no h formao de novos minerais, exceto ao longo dos planos de intenso cisalhamento, onde o atrito gera calor suficiente para produzir transformaes minerais de maior ou menor intensidade.

Estruturas de Rochas Metamrficas: A estrutura mais tpica das rochas metamrficas a foliao do tipo xistosidade. A foliao se desenvolve nas rochas metamrficas devido ao arranjo de minerais micceos e lamelares ou prismticos, que sob a ao de presso, dispe-se em superfcies paralelas de aspecto ondulado.

Alm da foliao, as rochas metamrficas podem apresentar outros tipos de estruturas, tais como: estrutura macia, bandamento e lineao. Principais tipos de textura das rochas metamrficas: - Textura Foliada ou Xistosa quando a rocha apresenta superfcies paralelas de aspecto ondulado foliado , com forte orientao mineral.

Pode ser de dois tipos: - Textura Granoblstica quando a rocha constituda por minerais granulares equidimencionais. Os processos metamrficos agindo sobre as rochas originais, podem produzir alterao em maior ou menor intensidade, em funo das presses e temperaturas a que a rocha submetida.

No metamorfismo de baixa intensidade, algumas estruturas originais continuam preservadas. No metamorfismo de alta intensidade, a rocha original completamente transformada e recristalizada. Com o aumento do grau metamrfico, minerais novos ficam estveis e cristalizam. Esses minerais presentes nas rochas metamrficas so assim, indicadores das condies de presso e temperatura na hora da ltima recristalizao.

Desta forma, podem-se distinguir diferentes graus de metamorfismo: Incipiente Baixo Mdio Alto Ultrametamorfismo Anatexia Magma Ardsia Filito Xisto Gnaisse Migmatito Grau Metamrfico uma escala de intensidade metamrfica que usa alguns minerais-ndices como indicadores das condies de presso e temperatura do metamorfismo.

Classificao das Rochas Metamrficas: 1- Quanto s condies de presso e temperatura. Rocha Metamrfica Regional Ex: ardsia, filito, mrmore, xisto, gnaisse, granulito e migmatito. Rocha Metamrfica de Contato Ex: escarnito, hornfels, mrmore e quartzito.

Rocha Metamrfica Cataclstica Ex: cataclasito, milonito e filonito. Rocha Metamrfica Foliada Ex: filito, xisto, gnaisse e migmatito.

BAIXAR APOSTILA DE GEOLOGIA GERAL

Rocha Metamrfica No-foliada Ex: mrmore, granulito, hornfels e escarnito. O Ciclo das Rochas um ciclo contnuo que engloba todos os processos de formao dos trs tipos de rochas encontrados na crosta terrestre. As principais fontes de energia envolvidas neste ciclo so; a energia solar, que atinge a superfcie, dando origem aos processos exgenos dinmica externa que realizam a modelagem da superfcie terrestre, e o calor interno da Terra calor do ncleo, do manto e decaimento radioativo , que origina os processos endgenos dinmica interna responsveis pela construo e destruio da crosta terrestre, atravs dos movimentos das placas tectnicas.

As rochas sedimentares tambm podem ser soerguidas e expostas superfcie ou serem aprofundadas e metamorfisadas. O metamorfismo das rochas gneas e sedimentares, e at de rochas metamrficas, pode atingir graus muito elevados at chegar a fuso parcial de rochas Anatexia , gerando novo magma, que ascender novamente crosta para formar rochas gneas.

As rochas metamrficas tambm podem ser transformadas em sedimentares por soerguimento e exposio superfcie, ficando sujeitas aos processos do ciclo sedimentar ou podem sofrer fuso parcial pelo aumento do grau metamrfico. Assim, podemos dizer que o ciclo das rochas um ciclo contnuo de transformaes de rochas que vem ocorrendo desde a formao das primeiras rochas da crosta terrestre. Etapas do ciclo das rochas: - Fuso parcial de rochas e gerao de magma. Sem os recursos minerais, a humanidade no teria como subsidiar seu crescente desenvolvimento tecnolgico.

A aplicao de tcnicas modernas permitiu-lhe descobrir, obter e transformar bens minerais em bens manufaturados que tornaram a vida mais confortvel.

Desde os primrdios da civilizao at hoje, uma diversidade de tipos de minerais e rochas vem sendo usada em quantidade crescente. As substncias minerais passaram a fazer parte inalienvel de nossas vidas, mantendo e aprimorando nossa qualidade de vida. Volumes gigantescos de recursos minerais esto sendo rapidamente extrado de seus locais de acumulao, o que pode levar escassez ou mesmo exausto dos mesmos. As acumulaes econmicas de substncias minerais teis constituem pores localizadas da crosta terrestre e constituem recursos naturais finitos ou no-renovveis, que no podem ser regenerados ou reproduzidos em intervalos de tempo compatveis com a escala de vida do ser humano.

A expresso recursos minerais qualifica os minerais e rochas que efetiva ou potencialmente possam ser utilizados pelo ser humano. Costumeiramente, representam desde pores relativamente restritas at grandes massas da crosta terrestre e a prpria rocha ou um ou mais de seus constituintes minerais ou elementos qumicos especficos despertam interesse utilitrio. Os recursos minerais podem ser distinguidos em diferentes classes, correspondentes a volumes rochosos discriminados de acordo com o grau de conhecimento geolgico e tcnico-econmico de suas diferentes pores.

Conceitos: Reserva Mineral constitui parte de um recurso mineral que representa volumes rochosos com determinadas caractersticas indicativas de seu aproveitamento econmico, podendo ser distinguida em trs classes: inferida, indicada e medida, que refletem nesta ordem o nvel crescente de pesquisa e conhecimento do depsito. Depsito Mineral uma massa ou volume rochoso no qual substncias minerais ou qumicas esto concentradas de modo anmalo, que pode ou no ser explorada economicamente.

Quanto maior for o grau de concentrao teor dessas substncias no depsito mineral, mais valioso ser, pois somente a partir de um valor mnimo de teor que suas substncias teis podero ser extradas com lucro. Minrio um mineral ou um agregado mineral natural rocha , do qual podem ser economicamente obtidas uma ou mais substncias teis. Distinguem-se os minrios em duas classes bastante amplas designadas minrios metlicos e minrio no-metlicos, conforme possam ser ou no fontes de substncias metlicas.

Nos minrios constitudos de agregados minerais, associam-se dois tipos de minerais, os que lhes conferem o valor econmico mineral-minrio ou mineral industrial e os minerais que constituem a ganga, que no apresentam valor econmico.

Mineral-minrio mineral explorado economicamente para a produo de um ou mais metais. Ganga matria mineral desprovida de valor econmico associado ao minrio. Um grupo amplo de materiais minerais vem merecendo ateno especial pela diversidade de suas aplicaes, da demanda e dependncia crescentes de nossa civilizao em relao a eles, assim como perspectivas de novos usos solicitados por inovaes tecnolgicas atuais cermica fina, fibras pticas, supercondutores.

Trata-se dos minerais industriais e rochas industriais, definidos simplificadamente como materiais minerais que, dadas suas qualidades fsicas e qumicas particulares, so consumidos praticamente sem alterao de suas propriedades originais, por terem aplicao direta pela indstria.

Minerais e rochas industriais participam ativamente de nossa civilizao, estando presentes em diversos segmentos industriais modernos: fabricao de fertilizantes fosfatados fosforita, apatita e potssicos silvita, carnalita , indstria da construo civil brita, quartzito, areia, cascalho , materiais cermicos e refratrios argilas, magnesita, bauxita , papel caulim , isolantes amianto, mica , rochas ornamentais granito, mrmore , cimento calcrio, argila, gipsita , alm da indstria de vidros, tintas, borrachas, abrasivos, eletro-eletrnicos, etc.

Em sua grande maioria, os minerais industriais so representados por minerais ou minrios no-metlicos, mas alguns minrios metlicos tambm podem ser considerados como minerais industriais, dependendo de suas utilizaes, como por exemplo, a cromita minrio de cromo que pode ser utilizada na fabricao de peas cermicas refratrias.

Jazida Mineral depsito mineral explorvel economicamente. Lavra conjunto de operaes realizadas para a explorao de uma jazida. Pode ser de dois tipos: A Cu Aberto ou Subterrnea. Mina jazida mineral em lavra. O minrio bruto, tal como ocorre na natureza, porm desmontado, deslocado, por uma operao qualquer de lavra, na maioria dos casos, no se encontra suficientemente puro ou adequado para que seja submetido a processos metalrgicos ou para sua utilizao industrial.