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Banda Sabor Açaí - Eu te desejo. É qualidade humana, com raízes fundas na camada mais funda da nossa humanidade. Nem bem Rufina desaparecera de minhas vistas, aquilo de eu a ter comparado mentalmente a uma alma despojada de mundanidades, nua, inteiramente nua, voltou a borboletear-me no espírito como um remorso gostoso. Banda Xeiro Verde - Serrote. Agrada-me pensar que é para mim só que tu falas, que o teu espírito veio verter no meu a espuma generosa do seu mosto vivo - uma forma de confidência sem gravidade e sem segredo, mas indiretamente complexa e escancarada. Podiam falecer-lhe a este as flexibilidades e esfumaturas da sensibilidade moderna, mas ainda isso era uma vantagem, porque era uma disciplina. Cumprimentou-me com afabilidade mais larga do que a habitual. Banda Matrix. Corria, provavelmente, a endireitar algum erro perigoso de técnica social, que estivesse para desabar sobre nós. E porque o estado de bebedeira é degradante? Mas a galantaria do gesto! A voz do condutor português rolava, irônica, conclusiva, retumbando-me na alma como a voz do pai de Hamlet nos subterrâneos de Elsenor:. É o prazer de dizer "meu".

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O ideal do filósofo é despojar-se de tudo quanto nos limita e nos pesa: o ideal comum é encarapitar novas cargas e novos prolongamentos, novas estruturas postiças à personalidade natural. Dirigir um automóvel é "dirigir" alguma coisa.

Veja-se a tradicional imponência dos indivíduos atrelados a uma boléia. Chamam a isso dominar a matéria cega e a força bruta. Dominar a matéria e a força, quem o faz é o inventor que labuta no gabinete e no laboratório.

E com estas idéias se alegram. A objetividade chata e unilateral do instantâneo. Enquanto que o bonde Por exemplo, este meu Faber n.

O bonde permite que eu me concentre em mim mesmo. O bonde permite-me ver de perto, viver o bicho-homem na substancial realidade dos seus gestos inadvertidos. De onde lhes vem a magnitude e a beleza? Da pequenez e da miséria desse bichinho que pensa e que imagina, entre as minhocas e os sapos.

Deliciae meae esse cum filiis hominum. Sei apenas que é assim, ordinariamente, com todas as nossas resoluções. Saí, hoje, de casa maquinando um soneto. Repeti duas, três, dez vezes esse pedaço de frase vulgar, que é um verso inteiro e excitante. Comecei a compor Nega-ta o amor, essa comédia triste. Nega-ta a vida. E em tudo quanto existe, O espinho do real se te revela. Mas alentava-me a esperança de que pudessem ir melhorando do meio para o fim do soneto.

Ia engolfado nesse labor - Cellini do verso! Bom homem, mas confiado, e ainda com a particularidade esquisita de se achar sempre numa temperatura espiritual completamente diversa da minha. Uma vergonha. Ele sorriu:. Um espírito evoluído. E dizendo "adiantado", Fabiano esticou os beiços para um assobio, que deixou subentendido. Mas eu, intrigado, questionei:.

Ele sorriu com bonomia, explicando:. Saiu com as pernas esmigalhadas. Fabiano discorria, discorria. A certeza da verdade dava-lhe um ar de beatitude. E o curioso é que se consolava com isto. Ia sorrindo, no bonde, como sorriria um arcanjo na sua biga de chamas, através do infinito, assistindo ao florir e ao despertar das constelações pelos abismos sem fundo.

Ou como uma criança contemplando um queimar de rodinhas e traques. Com isto, deixei de fazer o meu soneto.

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Um acaso ma trouxera, um outro ma levou. Assim acontece com tantas coisas belas e boas da alma! Nascem e morrem por aí na sombra e na bruma da vida larvada. Nascem por acaso, por acaso morrem. Talvez que o mais alto poeta seja um simples ruminante mudo de formas, O mais, vaidade e pretexto. Bendita a Gabriela, e bendito o Fabiano. Quando eu voltava, hoje, para casa, lendo uma folha da tarde, ouvi soar essa frase num dos bancos dianteiros.

O bonde estava parado. Quando o homem acabava de falar, o carro subitamente arrancou, e a moça ia perdendo o equilíbrio, soltando um desses guinchos de boneca rapidamente apertada na barriguinha. Dei um salto, voei, e quando caí em mim estava agarrando a jovem por um dos braços com a energia de um guindaste, enquanto os passageiros se levantavam à uma, como se o bonde fosse peneira de sururucar em movimento, e eles quirera.

Larguei logo a presa, que, cabisbaixa e ruborizada, foi para perto do senhor idoso. Ela riu-se, com uma pontinha de desdém. Tomo o bonde em movimento a cada passinho! Tentei recomeçar. As seções tinham feito um chassê-croasê completo. E, na correnteza das minhas emoções embrulhadas, a consciência apenas tinha força para me sussurrar:.

Bem feito. Por que é que te meteste? Cheguei a sentir por ela uma espécie de ódio. Como quer que seja, no aceso da raiva, afastei um pouco o meu paravento, isto é, o meu jornal, e dardejei contra a rapariga uma torva olhadela de esguelha.

Ela estava agora voltada para mim, de um modo repassado e calmante, olhando-me com esse ar de complacência desinteressada com que se contempla um animal de jardim zoológico. Dei imediatamente à minha olhadura envenenada o ar mais neutro e casual que foi possível. Ela sorriu. Aquilo foi como se um céu borrascoso de repente clareasse, todo florido de nuvenzinhas recém-nascidas, castas como roupa lavada ao sol. Sorri, mais docemente. E ainda sorria; e pude perceber que por entre a franja dos cílios a sua íris umidamente faiscava, enviesada para o meu lado, embutida numa sedosa penumbra.

E os cílios palpitavam. Vieram-me ímpetos de saltar igualmente, mas uns temores me agarraram ao banco, pelos fundilhos, como cola. Eu tinha o sagrado direito de saltar onde quisesse. Demais, como é que se podia decentemente receber um sorriso de mulher bonita, sem a seguir, ainda que a custo de algum risco?

Encolhi-me, num acabrunhado desprezo de mim mesmo, e deixei o bonde rodar. Só e triste como a fruta murcha que ficou no fundo do cesto. A voz do condutor português rolava, irônica, conclusiva, retumbando-me na alma como a voz do pai de Hamlet nos subterrâneos de Elsenor:.

Pooonto finale!!! Esta simples frase, dita numa voz branca, de um jeito quase distraído, me ia hoje rendendo uma quebra de amizade.

Frederico Paulo Barbosa Ramires é o homem mais calmo, sisudo e direito que jamais conheci. E nunca descobri no meu amigo uma trinca, um recanto desleixado, uma dependência indecisa e frouxa. Vendo-o, hoje, no bonde, de caniço em punho, tive uma pequena surpresa, olhei para ele fiz-lhe aquela pergunta inócua. Parece que lhe toquei num ponto dolorido. Todos têm a sua mania, a minha é esta. É higiênica, tem a sua dose de poesia Fica à espera. Nem o enxerga sequer. É como quem tira a sorte.

O rio traz o peixe, o peixe vê a isca, engole-a, engasga-se. Ele espera, entendeu? É de uma imparcialidade absoluta. E a imparcialidade, aí, quer dizer simplesmente que qualquer um serve. E depois, olhe aqui, e depois que vem a ser um século ou dois diante da imensidade do tempo. Com esse artifício metafísico, se tem justificado muita pose de espíritos inumanos e muita monstruosidade material. Nós vivemos um minuto! Esse minuto é que deve ser a nossa medida. Nada de repreensível na pesca, nem mesmo na caça.

É lei do mundo que as espécies umas às outras se exterminem, por necessidade, por esporte, por prazer, por passar o tempo, é lei do homem que combata as outras espécies todas e a própria. Que lhe havemos de fazer? Observo-lhe, simplesmente, que a sua filosofia piscatória poderia justificar também uma larga parte da moral corrente nas relações humanas.

Lança-se o anzol, fica-se à espera. Eu, dono de um negócio, daria o preço que bem entendesse às minhas coisas.

Barbosa amuou, resmungou, e creio que só a sua sensatez e bonomia de animal forte, o impediu de levar adiante a contenda. Separamo-nos sem nos encarar. Por um fio roto vai-se às vezes o tecido inteiro. Devemos crer nesse fundo, sem o examinar com insistente rigor. A nossa boa vontade o faz crescer. Acreditar que ele existe é corroborar-lhe a existência. A nossa fé transfunde-se no íntimo dos outros como uma levedura vivaz. E assim cada um de nós é um pouco criador; criador das mais doces coisas do mundo.

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Felizes os que ainda têm pensamentos que encobrir! A maioria pensa à medida que fala. A necessidade de falar é que a obriga a pensar um pouco. Era preciso falar muito menos. O silêncio seria a nossa melhor cura.

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No silêncio germinam as forças heróicas. No silêncio condensam-se as forças invencíveis. Silence and Secrecy! Para que sobrecarregar a brosladura? Para que arriscar desenhos supérfluos que podem comprometer irremediavelmente o tecido? A linguagem apropriada seria musical, a meia voz, lenta como um cantus planus envolvido pela melancolia suave que banha as felicidades efêmeras.

E seria como se cada uma dissesse para a outra, sem dizer nada: "Eis-me aqui. Tal como sou, eis-me aqui: um pouco de lodo com duas asas. Amemo-nos, pelas nossas asas. Mas em silêncio, chut!

Etre méconnu memê par ceux qu'on aime, é est la coupe d'amertume et la croíx de la vie De uma claridade difusa e divina.

Para além da lógica tardígrada das magras aparências, das reflexões esterilizantes. Ver o homem viver é mais interessante do que ler as histórias do que ele faz e pensa, ou pensa que pensa. Mas onde quer que esteja, e como quer que esteja respira humanidade. Honra a Sterne. Viajei ao lado de um homem que, pela casca, devia ser negociante de secos e molhados. Era, de fato. Cheirava a suor, tinha os dedos grossos e encardidos, trazia um casaco de casimira cinzenta semeado de respingos, coscorões e tintas de varias cores.

Portanto, um abjeto ganhador de níqueis? Para ele, ser paciente e obsequioso com a freguesia é uma forma de virtude. Disto se ufana. No bonde, o Sr. De resto, todos iguais perante o condutor e o motorneiro. Todos podem, ser brutos, dentro das regras, bastante amplas, que presidem a vaga polícia dos carros.

Ora, quem estiver isento de culpa, esse lhe atire a primeira pedra! Todos, no fundo, vendeiros amabilíssimos com a freguesia, e passageiros que fumam nos bondes da vida muito à sua vontade. Esquisita vaga de saudade! Rufína, meteoro rutilante perpassaste pelo céu caliginoso de minha vida!

No bonde em que voltei da cidade, hoje à tardinha, vinham crianças com brinquedos. Perto de mim, um senhor idoso e barbeado fazia ver ao filho de seis anos como funcionava um galante volantim mecânico, que o pequeno, mais por comprazer ao tipo velho, inutilmente lidava por acionar.

Outrora, mais ou menos até Rousseau, considerava-se a criança como um homem pequeno. Os próprios artistas as presentavam como adultos em escala menor. Muito custou reconhecer-se que o homem é que é uma criança crescida. Entretanto, dir-se-ia que isso entra pelos olhos. Para elas, coitadas, tudo é brinquedo. Uma toalha enrolada, que se revestiu de um casaco velho, faz o papel de uma boneca perfeita, ainda melhor do que a própria boneca perfeita.

É verdade que os petizes recebem com ânsias esses presentinhos de festas, e fazem a propósito um pouco de rumor. É o atrativo da novidade. É a pressa de ver e experimentar. É o prazer de dizer "meu". Vai-se mais resguardado de maçantes.

Pode-se inspecionar o carro inteiro, quase sem ser visto. Detesto exibições. É a vaidade exterior que tem preservado na mulher o seu secreto manancial de piedade e de energias profundas. Aparentemente frívola, ela é na realidade mais forte e melhor. Predispôs-me bem, quando muito deu-me um calorzinho de otimismo e de simpatia difusa. Isto, sim. Se todos vivêssemos enfiados em estojos de boa fazenda e bom corte, de certo lucraria a disciplina interna das almas e com ela a facilidade e o concerto das relações entre os homens.

Mas como se iludem! A liberdade perfeita e bela seria a que implicasse no mesmo desprezo profundo e sereno as materialidades exteriores e todas as suas conseqüências - a liberdade de Diógenes ou de Francisco de Assis.

Vale por um esporte. Excelente esporte para o corpo, visto que o submete a uma disciplina retificadora e a uma continuada economia de força. A alma toma todas as posições de luta, desde a de um calmo e melódico guerreiro de Fídias até à de um torpe moleque agachado e sinuoso, com a navalha empalmada e o pé igualmente pronto para a rasteira ou para a fuga. Somos bonecos à procura de gestos. A toga foi talvez a mais importante das invenções romanas.

Trêmulo, sentei-me, e verifiquei: o vulto era uma velha gorda e tostada. Fechei os olhos, procurei esquecer-me da velha e de Rufina - ejusdem farínae, afinal de contas! Quatro mil mais mil, cinco mil; cinco mil que? Ora, o diabo da velha! Cinco mil contos Como é que Newton pôde ser pai de família, ter uma esposa, ter filhos, ter afetos, preocupações, desejos, e calcular continuamente? Até o Melquíades, meu servente, que em matéria de calma e paciência e um urso de bazar, fica esparavonado, entorta, arrebita e disparata!

Preciso esforçar-me para me corrigir. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. O GATO.

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Sentei-me hoje ao pé de uma velhota embrulhada num xale. Logo notei, sem ter nada investigado, que ela dissimulava qualquer coisa por baixo da manta. É qualidade humana, com raízes fundas na camada mais funda da nossa humanidade. Um gato branco, boquinha rósea, olhos muito grandes estriados por um chuvisco de luz entre vegetações de esmeralda e ouro.

E ainda se isso passasse exclusivamente com os bichos! Toda beleza é escrava. Mulher, - é o alvo e a presa da matilha esfaimada dos instintos. Vende-se nos mercados. Ao cavalo, a certos respeitos, eu preferiria o elefante. A elegância do elefante, revelam-na bem certos artistas. A gravidade unida ao peso, a paciência ao volume, a doçura à simplicidade, e um quê de majestoso, e um quê de ingênuo, e um quê de gaiato.

Tudo tem o seu fim neste mundo. O meu bichano havia de andar miando tristemente pelos cantos. Gatos que miam e cozinheiras lacrimejantes estragam uma casa. Desisto do elefantinho. A verdade é que tenho um fraco pelos gatos, e fiquei a pensar no que a mulher do bonde faria daquele. Procuram agarrar os roedores por simples prazer e necessidade de brincar. E se preferem esses a quaisquer outros, é apenas porque o rato, de todos os bichos proporcionados ao felino doméstico, é, o que mais radicalmente difere deste.

A teoria que Malebranche sustentava com referência à sua triste cadela - cujos latidos de dor eram no seu entender simples passagem do ar pelo mecanismo da garganta - é por todo o mundo imemorialmente e inconscientemente aplicada aos peixes. Este, quando procura a penumbra e o aconchego, é no borralho familiar onde o fogo deixou um pouco da sua alma quente e errante, é entre cobertas moles e cariciosas, é no regaço quieto das pessoas pensativas, ternas ou tristes.

Acusam-no de ser desamoroso e ingrato. Julgamento mesquinho. O homem só compreende as afeições no seu tríplice aspecto de promessa, desejo ou saudade de serviços. Triste de quem as concebeu algum dia como um culto e um puro gozo interior, esquecendo-se de que a vida que vale é a que se processa e corre da periferia do corpo para fora!

Por isso é que se apega mais à casa do que ao habitante, como alguém, de refinado olfato, que preferisse, numa paisagem, o ar embalsamado por um resto de perfume de flores ausentes. O homem canta - Home, sweet home! O bichano vê no rato um simples mecanismo, bom para esporte e brinquedo. É verdade que das brincadeiras resulta muitas vezes o óbito da presa. Por isso o rancor é dez mil vezes mais comum do que a piedade; além de que a piedade é freqüentemente uma forma de rancor fatigado.

Tive ganas de ver se a dona quereria vender-me o gatinho, mas deteve-me a dificuldade do transporte. E desfiei de memória aquilo de Beaudelaire:. Viens, mon bon chat, sur mon coeur amoureux, Retiens les griffes de ta patte. O gato é uma das mais completas expressões de beleza dadas ao mundo. Digo mal. Nem nós esgotamos todo o seu potencial, nem o próprio acabou de se realizar. Como os colibris, as rosas e os periquitos, é uma obra-prima, feita pela Natureza no caprichoso intento de mostrar como aquela que faz montanhas e mares é também capaz de compor coisas de paciência, de fantasia graciosa e de gosto quintessencial.

E que os anjos os deixaram cair à terra por descuido, ou para os destruir. Um exemplo de inadvertência galucha: falando de animais bonitos e nobres, dei a minha preferência, precipitadamente, depois do gato, ao cavalo e ao elefante. O Esporte, que se aplica em fomentar a beleza física da espécie, tem nesse ponto fracassado, uniformemente, em toda a parte do mundo. Só apresenta indivíduos bonitos quando os colheu da natureza. O jogo das massas e dos contornos perde-se fluidicamente em si mesmo.

Cada imagem emerge da precedente como numa espiral de fumo, dissolve-se na seguinte como num caleidoscópio sem recortes e sem chocalho. Bem, mas porque foi que eu cometi esse erro? Porque estava possesso de Rufina.

Embalde eu protestava que ela era mais feia do que o elefante, menos perfeita do que uma leitoa. Embalde eu procurava esquecer, embrenhar-me no meu produto como a aranha no seu, embriagar-me com esses pensamentos de luxo, suspender-me a essas teias, atar as minhas arrobas ao vôo dessas borboletas extraterrenas. E, na verdade, nem agora consigo exconjurar aquele demônio. O condutor cumprimenta-a com respeito, e trocam notícias de família. Veste-se com decência e modéstia. Usa saias pouco acima dos tornozelos.

Essa criatura acabou por me interessar. A custo obtive umas informações vagas. Costura fora de casa. E até de armazém de pancadas. É aquilo de Amiel: Pas um brin d'herbe qui n'ait une histoire à raconter, pas un coeur qui n'ait son roman Por um instante, pensei em aceitar o lenço, mas prevaleceu o austero dever, tirei o chapéu, agradeci, e fui-me.

O homem ainda me pediu desculpa e ficou a olhar em redor, a ver se aparecia o legítimo dono. Mas a galantaria do gesto! Linda coisa, a galantaria. Tem um princípio passivo. Ao entrar num café, dei com o homem do lenço na minha frente. Notei que tinha o nariz vermelho. A grande descoberta instantânea tornou-se impossível.

Por isso, um imenso repositório de beleza jaz inexplorado e ignorado no mundo e na vida. Uma cobra - puh! O charco talvez nos apareça, cheio de azul, como um buraco da terra sobre um abismo sem fundo, todo lavado de claridade e povoado de numes joviais. A cobra, essa é positivamente um objeto encantador. Vê-la enrodilhar-se é apreender a nitidez perfeita da imagem, aliada quase paradoxalmente à cambiante contínua.

É um pau que se fez cipó e um cipó que parece querer voltar aos enlaces e aos balanços com as ramas. Como se tivesse barbatanas e asas invisíveis, bóia, nada, voa pela superfície da terra, e, quando se diria que lhe vai fugir, mergulha por ela dentro.

Disse Boileau, sentenciosamente, como sempre:. Il n'est pas de serpent ni de monstre odjeur, Qui, par l'art imité, ne puísse plaire aux yeux,. Se eu fosse Rufina, hoje recostado no banco do bonde, enquanto um céu muito lavado se arqueava sobre todas as coisas, e um grande desejo de amor e ventura abrolhava nas almas, que teria feito? E tanta coisa mais! Pensaria nalgum namorado vulgar, suavemente grosseiro e agradavelmente chato. Esta idéia me perturba e me desalenta.

Tivemos hoje, à ida, um inesperado companheiro de viagem. A senhora gorda enxotou-o, num gesto de susto muito gracioso, como convinha ao sexo. Este se apresentava para lhe desfechar um tiro com o dedo médio armado em aríete, quando ele se passou para as costas de um homem distraído, onde se deixou e o deixaram ficar.

Uma vaga de hilaridade desencadeou-se no bonde ao toque das asas daquele forasteiro. Todos lhe acompanhavam as evoluções com sorrisos. E alguns manifestavam na cara uma curiosidade lorpa, como se estivessem diante de um invento completamente novo.

Porque essa hilaridade? Problema complicado e escuro. A mímica do pranto e do riso nasceu provavelmente da necessidade de se solidarizarem e coligarem os ânimos, na horda primeva diante do perigo, da contrariedade ou do benefício comum que iam encontrando pela frente. Com o tempo, isso se teria refletido e entranhado no indivíduo, até assumir uma sorte de vida inferior, independente.

E se tudo isto estiver errado? Responsabilidade social muito pesada. Facadas, amabilidades, invejas, intrigas, amofinações Que bom travesseiro, a pobreza! E foi também o próprio louva-a-deus, natural e bobo como esse riso.

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O louva-a-deus é talvez um simples broto que de repente se animou, mexeu as suas folhazinhas tenras mal transformadas em asas, saltou, olhou o mundo em torno com os dois olhitos esbugalhados que se lhe acabavam de pôr - e esqueceu-se do papel que vinha representar.

Outra hipótese.

A minhoca teria sido tirada de uma raiz de tubérculo. A serpente, de uma haste de foraminífera. O besouro foi talvez copiado de um caroço de mamona.

O lagarto, de um estilhaço de pau nodoso rachado pelo raio. E o morcego? O morcego foi de certo imitado de um pequeno guarda-chuva esfrangalhado pelo vento. Ai, a mulher! Rufina, meu amor, eu adivinho que tu és isso tudo! Tive também um acesso de ternura pelo coitado do meu louva-a-deus, perdido entre paralelepípedos e almas, na cidade poeirenta e dura, longe do fluido verdor fresco das moitas e dos aguaçais.

Vi os agros lavrados, grandes remendos postos ao manto das lombas, com estrias roxas de terra e bordados verdes de planta nova. Senti o cheiro salubre das macegas. Assim as nossas ternuras vêm sempre acabar em nós mesmos. Aí, senhor duque de la Rochefoucauld! Viajava a meu lado um moço atochado de conhecimentos exatos. Tivemos hoje concerto de sanfona durante a viagem da tarde. O homem tocava bem, e tocava de tudo. Que boa, alegre e higiênica maneira de ser artista!

Pela minha parte, Deus lhe pague, frater desconhecido! Viajou hoje no bonde um homem embriagado, meio dormindo. Quando chegamos ao ponto, no centro, todos descemos, e ele ficou. Ó amigo Tem de pagar outra passagem!

Toque essa porcaria! Eu pago quanto você quiser. Olhe, tome! Ainda nessa semana estreiam colunistas de forró e sertanejo.

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Quer participar também? Fala comigo. Pelo menos pararam de falar que iriam participar do show de abertura da copa da Africa do Sul. Outra coisa.

Estou investigando, ainda volto aqui com notícias desse evento maravilhos. Sabe porque o cagaço? Observem a prova. Agora foi, as menininhas desencalharam.

Simone e Simaria casaram no mesmo dia, na mesma igreja, economizando assim uma boa grana ao compartilharem festa e convidados. Marmanjos, percam as esperanças! Por mais surreal que isso possa soar, o primeiro acerto da Djavu surgiu apartir de um erro.

E ninguém nem pensava nisso. O vocalista Geanderson admtiu pra mim por telefone que nunca imaginava que o sucesso deles atingiria essas proporções. Mas só isso, uma simples mudança nos BPMs batidas por minuto explica todo esse sucesso? Aqui, voltamos para as razões da vitória da Djavu sobre os paraenses. As bandas paraenses, devido as imensas dificuldades de logística que a distancia impõe, se apresentaram bem menos.

Imagem é tudo e a Djavu soube trabalhar a sua. A biografia da banda foi construída sobre muita polêmica. Mil histórias de estratégias escusas correm a boca pequena no show business brasileiro. Em fevereiro Michel Teló deixou o grupo para viver sua carreira solo. Vai saber. Na virada do ano foi a vez dos batuqueiros "serem eliminados". Wlajones e Arapiraka abandonaram a casa. Como Anderson tem um timbre de voz que combina bem com a vanera, é possível que se dê bem.

Tanto o novo vacalista Guilherme Bertoldo, como o novo sanfoneiro Jeferson e o novo percussionista Juliano, todos tem em torno de 18 anos. Quando começei minhas aventuras musicais na web, desconhecia a existência desse site, confesso que acreditava ser pioneiro no assunto.

Tudo porque eu falei que o Luan Santana é uma espécie de novo Elvis Presley. Parece que temos aqui a gênese de um tabu. Como sou amigo de todos os envolvidos e heterosexual praticante, sinto-me em condições de assumir uma postura imparcial e desprovida de passionalidades. Essa postura ele adotou desde quando era estudante de jornalismo e continuou adotando ao ser contratado pelo UOL para escrever sobre musica sertaneja.

Ponto pro Andrezinho.

'Tamo Junto'. Xand Avião e Safadão cantam juntos em novo projeto. Baixe o primeiro show!

A premissa de Marcus Vinicius e de Fabio Dorneles, outra autoridade em musica sertaneja, que tocava o site Território Sertanejo e que agora participa do Blognejo é tentar analizar as informações que publica, emitindo opiniões e tentando contextualizar a notícia. Essa postura também foi adotada desde os primórdios. Ponto pro Marquinhus.

Ele se complementam, com cada preenchendo as lacunas do outro. O Blognejo é a noticia aprofundada, como as revistas semanais. Home Contato Redes Socias do Cabaret. Continue Lendo.

O Som do Sul. A diferença que um chapéu faz, na vida de uma pessoa - parte dois. Yes, We Can! O Adeus ao CrossFox amarelo. Momento Chupa que é de Uva. Um enigma chamado Banda Djavu - Um raio X das estranhas razões de seu sucesso nacional.

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