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MUSICA DE LEONARDO NAO APRENDI DIZER ADEUS BAIXAR


Ouvir, Baixar gratuitamente a música Não Aprendi Dizer Adeus. Part: Di Paulo & Paulino Leonardo - Eduardo Melo - Ao Vivo Em Goiânia. Confira também. Sonho Por Sonho Baixar; Nao Aprendi A Dizer Adeus Baixar; Não Olhe Assim Baixar; Paz Na Cama Baixar. Ver todas as músicas. Não Aprendi Dizer Adeus - Leandro e Leonardo música para ouvir e letra no Kboing.

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Duma feita, o Leandro deu um susto em todo mundo. Acabamos escolhendo umas roupas bem caras. Vai saber Password: Forgot password. Nessa aqui, O Zezé era muito bonitinho, todo arrumadinho, as mulherada gostava muito dele. Mas que irradiava felicidade. Quebra Esse Gelo. Porque pobre é igual lombriga: quando sai da bosta, ele morre. Foto de trabalho escolar foi publicada horas antes de a menina ser morta. Aquela vez tinha tudo para ser diferente das outras. Do outro, a certeza de que nós dois tínhamos nascido para cantar, de que Deus ainda ia levar nós pro lugar que estava reservado. Íamos ser famosos. Mas, olha, vou te contar!

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Calógeras, 6, — Rio de Janeiro Na fazenda do Guapo. Ele é de novo aquele meu velho menino, cada vez mais gordo, corado, logo vai estar cantando como antes. Minhas meninas que viraram mulheres! Bonito que nem o pai. E o José Felipe? Garoto de voz encorpada, vai ser um outro Leonardo, se Deus quiser. É assim que eu me sinto bem, sabe?

Mas a vida faz dessas coisas que ninguém imagina. Mas a gente foi junto e foi, e foi. E agora eu tô aqui. O Criador tinha planos maiores para nós e é por isso que eu virei o Leonardo. Agora mesmo, tem uma equipe de TV acompanhando a gente aqui na fazenda. Cada passo, cada palavra, que nem carrapato. Se tem um negócio que eu aprendi com meu pai, o seu Avelino, é que todo mundo nessa família nasceu pra isso.

É o sangue que corre nas veias de todos nós. É o destino, é mais forte do que tudo. Outro dia eu sonhei de novo com o Leandro. Tempos bons aqueles! Mas o engraçado é que eu estava junto com meu filho, Zé Felipe, que ele nem chegou a conhecer direito.

Afinal, sonho é sonho. Bom, continuando com a história, o Leandro veio e me pediu dinheiro para baixar pirulito. Ah, danado, isso era bem a cara dele! Leonardo com os filhos Zé Felipe, Jéssica e Pedro. A Ede, que pegou nós ainda caipira e ensinou nós a falar com os repórteres, a ficar bem na foto. Por mim, eu ficava um pouco mais com os meninos, nadando no lago. Tinha tanta coisa que eu queria perguntar a eles, assim, sem ninguém mais ouvir Mas foi desse jeito que a coisa aconteceu, paciência.

Só queria que cada um deles soubesse que, mesmo distante, o meu amor é igual, imenso. Esse nosso amor, esse amor de família, é um negócio que todo mundo tem mesmo que conhecer. Leonardo com 7 anos. Leonardo com 23 anos.

No final das contas, foi bonito. Chorei, chorei, e foi de pura felicidade. Mas agora que a noite vem chegando, o que bate é um bocadinho de tristeza, daquela bem fininha, que machuca fundo.

Exaustos, no fim de um dia cheio. O vento me sopra as vozes deles. O silêncio da casa amplifica as vozes na minha cabeça. É o flashback de uma vida inteira que passa voando, feito trailer de filme, Para sempre. Vou resistir, sei que vou. Enquanto me quiserem cantando, eu canto, de bom grado. Eu queria um tempo a mais também para conseguir entender como é que tudo aconteceu, como é que esse capiauzinho virou Leonardo. E como esse Leonardo, junto com esse Leandro, botou um país inteiro pra cantar.

Eu aqui, cada vez mais sem sono, começo a pensar no quanto falta para amanhecer. Muitas horas. O rio das memórias transbordou, o melhor que faço é me deixar levar pelo aguaceiro. Respiro fundo, dou mais um gole e espero pela próxima onda de pensamentos. Queima a pele e faz escorrer pela testa um suor que cai no olho e arde pra danar. É ali que eu me vejo, no começo dessa viagem pelo tempo: aos 8 anos de idade, ao lado do Leandro, de 9, quase 10 anos.

Mas que irradiava felicidade.

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E pensa que parou por aí? Afinal, família boa é família grande. Só depois é que vieram os tomates, as hortaliças. Ela ganhava pouco com isso, mas seguia na fé em Deus, na confiança de que um dia tudo ia melhorar para nós. Nem lembro quantas foram as vezes que dona Carmen cuidou das crianças sozinha, enquanto o pai estava fora, trabalhando em algum lugar distante. Foram tempos duros, moço, mas a gente sempre dava um jeito.

Mas todo mundo feliz, otimista que só. Um garoto que parecia ter muitos anos a mais do que os seus pouco mais de 9. Eu ajudava na roça de dia e ia à escola de noite.

O Leandro trabalhava sem reclamar, muitas vezes além da força que tinha. Ele era diferente, sabe? Desde pequeno. Um sujeitinho muito sério, e eu cansava de mangar dele. Mereci cada cascudo que levei! Duma feita, o Leandro deu um susto em todo mundo. Tinha uns 6 anos de idade. Medroso que só, e sem conseguir pegar no sono, ele pediu pra dormir com ela.

Até aí, tudo bem. Ela ralhava, mas a verdade é que ela gostava de mimar o Leandro. A noite seguiu calma até que, de repente, do nada, esse menino ficou branco feito vela, parecia que o sangue todo tinha sumido das veias dele! Eu acredito. E o Leandro também tinha uma coisa muito maluca: detestava passar em frente a qualquer cruz que encontrasse pelo caminho. Às vezes, ele ia levar comida para o pai na roça, passava perto de uma cruz e ficava ali parado, brincando, até que alguém passava e aí ele aproveitava para ir do lado da pessoa.

A gente até fazia aposta. Se por acaso tivesse um monte de gente reunida e um cachorro aparecesse, era barbada que o bicho ia direto em cima dele.

Da esquerda para a direita: Leonardo, Ziquinha, Leandro ao fundo, Dagmar na frente, Sinomar ao fundo e um amigo. O pai vivia comprando fiado no armazém, e mesmo assim tinha dias que faltava comida em casa.

O trem foi esquisito, moço! Nós trabalhando dias por ano, sempre naquela fé, mas nunca ganhando nada. Mesmo assim, eu e Leandro começamos a estudar. Era dureza, mas a gente foi levando. O Leandro era sempre meio arredio com esse negócio de escola. Eu dormia com os dois cantando. O pai até ficava preocupado porque eles dois acabavam entrando pela noite com a cantoria e o Leandro tinha que ir cedo, no dia seguinte, para a roça.

Esse povo todo. Era neles que o Leandro se mirava, imaginando o dia em que ia ser famoso. E com dinheiro suficiente para nunca mais passar necessidade nessa vida. Aos poucos, eu estava virando esse sacana de marca maior que vocês conhecem. Todo mundo era fumante e precisava ficar dando umas bicadinhas naquilo, o dia inteiro, para conseguir trabalhar bem. Só deixava a rolha, que era feita de palha.

Eu vivia com diarreia de tanto beber o café do povo! Moço, quando ele viu aquilo, ele veio pra cima de nós. Ele sempre tinha outras coisas pra fazer: mexia com gincana de colégio, fazia serenata na madrugada Se dependesse só de mim, eu jamais teria cantado nessa vida. Seria meeiro até hoje. Porque a verdade é esta: só plantando lavoura, como a gente fazia, você nunca vai ser fazendeiro. Vai ser sempre empregado, vai morrer na pobreza. A verdade é cruel, mas é essa! O Leandro, ah, esse sim sempre soube o que queria.

Menino ainda, ele resolveu que ia ganhar dinheiro. Quando voltou, ele estava com uma caixa de engraxate bonita, de luxo, que comprou de outro menino com o dinheiro que arrecadou lustrando sapatos. Ô, moleque tinhoso! O sonho do Leandro, desde menino, era ser artista. Tomava conta do filho dela, o Leonardo, e ela, em troca, cuidava das unhas dele, que viviam sujas de terra. E como fazia sucesso o safado! Podia ser só um garoto, mas era um astro!

Pra quê! Dois anos depois de ter deixado ele ir embora, os dois trouxeram o menino de volta pra casa, mesmo contra a vontade dele. Mas experiência, isso sim ele teve de sobra. E de perseverança. Seu Avelino e D. Carmen, o começo de tudo. A família Buscapé reunida.

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Ah, essa é uma boa história, rapaz. Arrumou uns parceiros e foi se virando por aí. E eu ficava só olhando, na minha. O pai chegava de mansinho e sempre me pegava na cantoria. Flagra total. Nem tinha como. O Leandro é que sempre foi o mais atiradinho.

Enquanto ele se exibia, eu ficava me escondendo pelos cantos, sempre muito envergonhado, retraído. E eu fazia? Chegou um dia em que eles me inscreveram, praticamente me obrigando a cantar. No dia do concurso, eu ia para a roça, quietinho, e só voltava de noite.

Eu acho que o fato de até hoje eu ficar fazendo graça, tudo isso é só pra esconder aquela desgraçada timidez que me persegue desde criança. Ele era desembaraçado, soltava a voz mesmo, e as meninas só ficavam do lado dele. Mas quer saber por que acontecia isso? Sertanejo, naquela época, ele nem arriscava. Mas aí teve o seguinte: um dia, a gente foi à casa do Valdomiro, um amigo nosso que era metido a cantar, mas que era muito, muito ruim, apesar de ser um poço de boa vontade. Lembrei do que o pai falava e tomei coragem.

E o povo gostou. Leonardo e dona Carmen. Olha, meu amigo, o que eu sei é que eu fui. Pode pegar a estrada que vai ser sucesso! Porque pode ser deboche, né? Disso, eu nunca mais me esqueci. Chamou e ofereceu um trocado para a gasolina, nós ia. Com o Leandro tudo dava certo, ele estava sempre pintoso. Ele sabia desfilar naquelas roupas, parecia um modelo. Se arrumar, se pentear, ficar elegante Meu trem era cantar, fazer aquela primeira voz bonita, cheia de vibrato, para o Leandro cair matando.

Vestido de cantor, eu era igual a um boneco de ventríloquo, nenhuma roupa assentava direito. Eu ainda tinha que aprender muito. Porque, na vida, tem gente que nasce artista e tem gente que vira artista. E aí eu virei artista, na base do chicote no lombo. Sofri muito, mas tô aqui, né?

Rapaz, ninguém gosta mais das violinhas do que eu, mas naqueles tempos aquilo tudo tinha ficado — como é que eu vou dizer? A gente adorava aquelas duplas sertanejas cantando em terça, era a coisa mais bonita do mundo. Até cantar em inglês o safado aprendeu!

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Coisa que só Roberto Carlos, o Rei, conseguia vender! Mas aquela roupagem musical diferente me deu firmeza para cantar. Agora mesmo, tem uma equipe de TV acompanhando a gente aqui na fazenda. Cada passo, cada palavra, que nem carrapato. Se tem um negócio que eu aprendi com meu pai, o seu Avelino, é que todo mundo nessa família nasceu pra isso.

É o sangue que corre nas veias de todos nós. É o destino, é mais forte do que tudo. Outro dia eu sonhei de novo com o Leandro. Tempos bons aqueles! Mas o engraçado é que eu estava junto com meu filho, Zé Felipe, que ele nem chegou a conhecer direito. Afinal, sonho é sonho. Bom, continuando com a história, o Leandro veio e me pediu dinheiro para baixar pirulito.

Ah, danado, isso era bem a cara dele!

Leonardo com os filhos Zé Felipe, Jéssica e Pedro. A Ede, que pegou nós ainda caipira e ensinou nós a falar com os repórteres, a ficar bem na foto. Por mim, eu ficava um pouco mais com os meninos, nadando no lago. Tinha tanta coisa que eu queria perguntar a eles, assim, sem ninguém mais ouvir Mas foi desse jeito que a coisa aconteceu, paciência.

Só queria que cada um deles soubesse que, mesmo distante, o meu amor é igual, imenso. Esse nosso amor, esse amor de família, é um negócio que todo mundo tem mesmo que conhecer.

Leonardo com 7 anos. Leonardo com 23 anos. No final das contas, foi bonito. Chorei, chorei, e foi de pura felicidade. Mas agora que a noite vem chegando, o que bate é um bocadinho de tristeza, daquela bem fininha, que machuca fundo.

Exaustos, no fim de um dia cheio. O vento me sopra as vozes deles. O silêncio da casa amplifica as vozes na minha cabeça. É o flashback de uma vida inteira que passa voando, feito trailer de filme, Para sempre.

Vou resistir, sei que vou. Enquanto me quiserem cantando, eu canto, de bom grado. Eu queria um tempo a mais também para conseguir entender como é que tudo aconteceu, como é que esse capiauzinho virou Leonardo. E como esse Leonardo, junto com esse Leandro, botou um país inteiro pra cantar. Eu aqui, cada vez mais sem sono, começo a pensar no quanto falta para amanhecer. Muitas horas. O rio das memórias transbordou, o melhor que faço é me deixar levar pelo aguaceiro.

Respiro fundo, dou mais um gole e espero pela próxima onda de pensamentos. Queima a pele e faz escorrer pela testa um suor que cai no olho e arde pra danar. É ali que eu me vejo, no começo dessa viagem pelo tempo: aos 8 anos de idade, ao lado do Leandro, de 9, quase 10 anos.

Mas que irradiava felicidade. E pensa que parou por aí? Afinal, família boa é família grande. Só depois é que vieram os tomates, as hortaliças. Ela ganhava pouco com isso, mas seguia na fé em Deus, na confiança de que um dia tudo ia melhorar para nós. Nem lembro quantas foram as vezes que dona Carmen cuidou das crianças sozinha, enquanto o pai estava fora, trabalhando em algum lugar distante. Foram tempos duros, moço, mas a gente sempre dava um jeito.

Mas todo mundo feliz, otimista que só. Um garoto que parecia ter muitos anos a mais do que os seus pouco mais de 9. Eu ajudava na roça de dia e ia à escola de noite. O Leandro trabalhava sem reclamar, muitas vezes além da força que tinha. Ele era diferente, sabe?

Desde pequeno. Um sujeitinho muito sério, e eu cansava de mangar dele. Mereci cada cascudo que levei! Duma feita, o Leandro deu um susto em todo mundo. Tinha uns 6 anos de idade. Medroso que só, e sem conseguir pegar no sono, ele pediu pra dormir com ela.

Até aí, tudo bem. Ela ralhava, mas a verdade é que ela gostava de mimar o Leandro. A noite seguiu calma até que, de repente, do nada, esse menino ficou branco feito vela, parecia que o sangue todo tinha sumido das veias dele! Eu acredito. E o Leandro também tinha uma coisa muito maluca: detestava passar em frente a qualquer cruz que encontrasse pelo caminho.

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Às vezes, ele ia levar comida para o pai na roça, passava perto de uma cruz e ficava ali parado, brincando, até que alguém passava e aí ele aproveitava para ir do lado da pessoa. A gente até fazia aposta. Se por acaso tivesse um monte de gente reunida e um cachorro aparecesse, era barbada que o bicho ia direto em cima dele.

Da esquerda para a direita: Leonardo, Ziquinha, Leandro ao fundo, Dagmar na frente, Sinomar ao fundo e um amigo. O pai vivia comprando fiado no armazém, e mesmo assim tinha dias que faltava comida em casa. O trem foi esquisito, moço! Nós trabalhando dias por ano, sempre naquela fé, mas nunca ganhando nada.

Mesmo assim, eu e Leandro começamos a estudar. Era dureza, mas a gente foi levando. O Leandro era sempre meio arredio com esse negócio de escola. Eu dormia com os dois cantando. O pai até ficava preocupado porque eles dois acabavam entrando pela noite com a cantoria e o Leandro tinha que ir cedo, no dia seguinte, para a roça. Esse povo todo. Era neles que o Leandro se mirava, imaginando o dia em que ia ser famoso.

E com dinheiro suficiente para nunca mais passar necessidade nessa vida. Aos poucos, eu estava virando esse sacana de marca maior que vocês conhecem. Todo mundo era fumante e precisava ficar dando umas bicadinhas naquilo, o dia inteiro, para conseguir trabalhar bem. Só deixava a rolha, que era feita de palha. Eu vivia com diarreia de tanto beber o café do povo! Moço, quando ele viu aquilo, ele veio pra cima de nós.

Ele sempre tinha outras coisas pra fazer: mexia com gincana de colégio, fazia serenata na madrugada Se dependesse só de mim, eu jamais teria cantado nessa vida. Seria meeiro até hoje. Porque a verdade é esta: só plantando lavoura, como a gente fazia, você nunca vai ser fazendeiro. Vai ser sempre empregado, vai morrer na pobreza. A verdade é cruel, mas é essa!

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O Leandro, ah, esse sim sempre soube o que queria. Menino ainda, ele resolveu que ia ganhar dinheiro. Quando voltou, ele estava com uma caixa de engraxate bonita, de luxo, que comprou de outro menino com o dinheiro que arrecadou lustrando sapatos. Ô, moleque tinhoso!

O sonho do Leandro, desde menino, era ser artista. Tomava conta do filho dela, o Leonardo, e ela, em troca, cuidava das unhas dele, que viviam sujas de terra. E como fazia sucesso o safado! Podia ser só um garoto, mas era um astro! Pra quê!

Dois anos depois de ter deixado ele ir embora, os dois trouxeram o menino de volta pra casa, mesmo contra a vontade dele.

Mas experiência, isso sim ele teve de sobra. E de perseverança. Seu Avelino e D. Carmen, o começo de tudo. A família Buscapé reunida. Ah, essa é uma boa história, rapaz. Arrumou uns parceiros e foi se virando por aí. E eu ficava só olhando, na minha. O pai chegava de mansinho e sempre me pegava na cantoria. Flagra total. Nem tinha como. O Leandro é que sempre foi o mais atiradinho. Enquanto ele se exibia, eu ficava me escondendo pelos cantos, sempre muito envergonhado, retraído.

E eu fazia? Chegou um dia em que eles me inscreveram, praticamente me obrigando a cantar. No dia do concurso, eu ia para a roça, quietinho, e só voltava de noite. Eu acho que o fato de até hoje eu ficar fazendo graça, tudo isso é só pra esconder aquela desgraçada timidez que me persegue desde criança.

Ele era desembaraçado, soltava a voz mesmo, e as meninas só ficavam do lado dele. Mas quer saber por que acontecia isso? Sertanejo, naquela época, ele nem arriscava. Mas aí teve o seguinte: um dia, a gente foi à casa do Valdomiro, um amigo nosso que era metido a cantar, mas que era muito, muito ruim, apesar de ser um poço de boa vontade. Lembrei do que o pai falava e tomei coragem. E o povo gostou. Leonardo e dona Carmen. Olha, meu amigo, o que eu sei é que eu fui.

Pode pegar a estrada que vai ser sucesso! Porque pode ser deboche, né? Disso, eu nunca mais me esqueci. Chamou e ofereceu um trocado para a gasolina, nós ia. Com o Leandro tudo dava certo, ele estava sempre pintoso. Ele sabia desfilar naquelas roupas, parecia um modelo. Se arrumar, se pentear, ficar elegante Meu trem era cantar, fazer aquela primeira voz bonita, cheia de vibrato, para o Leandro cair matando.

Vestido de cantor, eu era igual a um boneco de ventríloquo, nenhuma roupa assentava direito. Eu ainda tinha que aprender muito.

Porque, na vida, tem gente que nasce artista e tem gente que vira artista. E aí eu virei artista, na base do chicote no lombo.

Sofri muito, mas tô aqui, né?

Rapaz, ninguém gosta mais das violinhas do que eu, mas naqueles tempos aquilo tudo tinha ficado — como é que eu vou dizer? A gente adorava aquelas duplas sertanejas cantando em terça, era a coisa mais bonita do mundo.

Até cantar em inglês o safado aprendeu! Coisa que só Roberto Carlos, o Rei, conseguia vender! Mas aquela roupagem musical diferente me deu firmeza para cantar. Enfim, eu tinha achado o meu lugar, era justamente aquilo que eu queria fazer!

Pois é, moço. Escutei aqueles discos até furar, tentando aprender como é que eles faziam. Uns riam da gente, outros criticavam, mas tinha sempre os apaixonados, os que davam apoio e diziam para a gente continuar. Vida que segue, um dia eu cheguei da roça e tinha um circo na porta da minha casa. Ele estava num lote grande, o nosso campinho de futebol, que a prefeitura liberava para os circos armarem suas tendas.

O Zezé, vocês devem estar imaginando, é esse mesmo: o Zezé Di Camargo.

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Nossa, era uma dupla de que eu gostava demais! Era Camargo e Camarguinho o nome da dupla. O Zezé era muito bonitinho, todo arrumadinho, as mulherada gostava muito dele. Só que naquela noite estava tudo lotado no circo, tudo vendido. Ô diacho! Mas eu tinha que dar um jeito de entrar com o Leandro! Bom, aí a sorte acabou ajudando a gente.

Cês entra pelo fundo. O acerto era ele aparecer, fazer um teatro e, depois, o show. Esse aqui até lavou o circo pra nós. Ele me deu até o telefone direto do cara com quem eu tinha que falar.

Um grande sujeito! Quem ganhasse o concurso gravaria um disco, um LP! Era festival com jurado, coisa muito séria. Nove horas, quando nós tinha que estar na TV para o festival, a voz tava sempre cansada. Apesar disso, até que nós fomos bem. As duplas mais fracas foram saindo, uma a uma, e a gente chegou nas cabeças. Muito errada.

Dos cinco jurados, três votaram contra nós! Amor nas galaxias. Resto de vida. Eu Juro I Swear. Diz que me ama. Voltei pra ficar. Conselho de Pai. Fui dando porrada. Você é Doida Demais. Leandro e Leonardo Animal. Fim de Comédia. Sabor De Mim.

Nosso Amor. O Que a Vida Fez Comigo. Aqueles Olhos. Se For Preciso Chorar. Uma historia sem fim. Te Juro. Teatro da Vida. Transa comigo. Casa separa. Cavaleiro do asfalto. Teu Olhar. O Ronco Do Papai. Chuva De Lagrimas. Piensa en m. Conta pra Ela. Dulce Misterio. Muros Coloridos. Um Violeiro Toca. Desculpe Mais Eu Vou Chorar.

Nunca me digas adiós. Salva Minha Vida. Brigar com ele. Outra Chance. Cai na Real. Entre um gole e outro. Tô dando o fora. O Amor que a Gente Faz. Só Fazendo Amor. Loca de Amor. Fui um Tolo. Rei do Gado. Dodói deamor. Seja benvinda.