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Dois em um: serviço de alimentos e bebidas associados a um outro tipo de comércio, sendo executado no mesmo espaço físico. A cana é uma planta tropical, que precisa de calor e umidade para se desenvolver. Contudo, no Brasil esta receita recebe o acrésc imo do leite de coco Fernandes Entretanto, na vida adulta, o meio ambiente torna-se um reflexo mais amplo, fazendo com que o gosto, como enfatiza Franco seja moldado culturalmente e socialmente, colaborando com o desenvolvimento de um gosto eclético, o que significa a ruptura com o mundo da infância e portanto, autonomia e maturidade. A mesma tem sua origem no grego gaster ou gastros que quer dizer estômago e gnomos conhecimento, ou seja, o termo significa conhecimento, estudo do estômago. Jogos de Corrida e Simuladores. É como um lobo no meio de cordeiros que devora e explora sem limite o planeta Terra. Finalize com queijo ralado. Citam-se as raças de gado bovino mais presentes no país. O professor elogiou o peixe, no tempero, cozimento e aparência. Untar uma forma e dispor a massa. Ao mesmo tempo, eu era muito pressionada. Era natural que nos desse também a bebida nacional. J Proteome Res Apr Identidades que estereotipam, humilham, desumanizam, estigmatizam.

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Foi na Fazenda Cachoeira, da Tia Rê, em Aragoiânia, onde passei, sem exagero, alguns dos momentos mais felizes da adolescência e de boa parte da vida adulta. E onde eu muitas vezes fiquei, sozinha, mesmo quando todo mundo subia para a represa, e só voltava na hora da fome. E confesso que eu ficava feliz da vida. Fazer pamonhas é uma experiência indescritível! De poucas coisas na vida me lembro com tanto prazer. Mas fiz uma extravagância, sim. A receita seria mais ou menos assim:.

A goiabada é pesada e foi toda para o fundo da forma, ignorando solenemente o truque da farinha. Acho que vai funcionar. Prometi um bolo para a volta. E cumpri. Você sabe onde baixar lingüiça calabresa em Barcelona? Ele mora num pueblo aqui perto e pede ajuda em sua busca.

Nesses momentos é como se a mente trabalhasse contra nós. Conheço gente que nunca tomou uma caipirinha na vida — até se mudar para outro país. É claro que a performance vira um acontecimento social, mas isso é o que menos importa. Sempre gostei de um PDQ, é verdade, mas nunca me preocupei muito em fazê-lo. Até chegar em Barcelona.

Testei receitas diversas com queijos mais diversos ainda. E na semana passada tive a chance de fazer minha performance. Foi durante uma aula de Pastelería. Aprendíamos a fazer croissants. O professor, francês, perguntou como se fazia o tal pan de queso. Nem esperou pela resposta: pediu que eu levasse na próxima aula — o PDQ e a receita. Desafio aceito! Levei as bolinhas congeladas e fiquei acompanhando pela janelinha do forno da escola até elas explodirem e ficarem coradas.

O cheiro espalhou-se pela cozinha.

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Fiquei nervosíssima, é claro! Mais ainda quando tive que ditar e explicar em detalhes a receita, em castelhano capenga e diante de um legítimo chef pâtissier. E sabem o que foi mais engraçado? Cada um dos meus colegas emendou a receita com uma pitada de sabor da sua terra.

Um terceiro, mais que depressa, acrescentou botifarra. Na hora achei um desaforo, mas depois entendi. O estrangeiro desconhece e é desconhecido, estranha e é estranhado, seja forasteiro ou nativo.

Por isso é enriquecedor. Por isso é transformador. Por essas e outras, na próxima vez que eu sair em busca de polvilho, procurarei uma resposta para o leitor que quer encontrar calabresa.

Enquanto isso, aviso aos interessados que descobri uma banca de produtos latinos na Boquería que vende — acredite se quiser — quiabo! Pena que é um pouco longe. Ainda pode-se encontrar uma barraca com tradicionais e coloridas raspadinhas, onde alguns vendedores revezam-se operando uma tpica mquina de ralar gelo e cobrindo-o com xaropes de groselha, de uva ou de laranja e leite condensado.

Dentre alegrias e dificuldades as barracas vo sobrevivendo. Notou-se que vendedores iniciam suas atividades na feira enquanto outros que as encerram, em um ritmo de esperana, abandono e de renovao entre eles. Em um dos casos, quando da procura da barraca que vendia empanadas, mocochinche refresco de pssegos secos e especialmente o sonso, uma espcie torta assada que consiste em mandioca ralada com.

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de queijo, cortada e servida em pedaos vendida somente no inverno o vizinho informou no trabalha na feira h dois meses. Concluses finais Esse trabalho teve como objetivos registrar a alimentao dos imigrantes bolivianos na cidade de So Paulo em situao de feira, e anteriormente elencar os costumes alimentares originais e a sua adaptao em detrimento cultura deslocada de seu pas.

A pesquisa no deve se restringir s inmeras visitas realizadas, podendo ir alm do que a percepo dos visitantes da feira pode alcanar.

Como registrado anteriormente a feira Kantuta um bem cultural; nasceu da adversidade enfrentada pelos imigrantes bolivianos na capital, sendo assim a alimentao encontrada no local tambm foi condicionada ao que se pode trazer ou encontrar similar na cidade. O afluxo de imigrantes bolivianos chega ao Brasil e se instala preferencialmente em So Paulo, desenvolvendo estratgias de insero e de superao dos desafios para integrao ao novo lugar.

Chegando aqui sofrem maus tratos e preconceitos tambm e para isso criaram locais de preservao de suas tradies. As situaes marcadas pelo preconceito que acometem tambm uns aos outros no seu pas de origem e pelo que sofrem quando se deslocam para outro, e que os obrigam a estabelecer locais onde o grupo possa reavivar a sua estima e a sua unio. Assim surgiu a feira Kantuta na cidade de So Paulo; o territrio de encontro e de identificao.

Para eles um lugar para matar as saudades das festas e das comidas de casa, para baixar inmeros tipos de milhos, de chocolates, ou ento saber quando a poca das papas lisas batatas amarelas pequenas e pint adas de cor de rosa , ou encontrar os confites, os docinhos de acar, na poca do Carnaval.

Tanto os bolivianos e os visitantes assistem em um domingo de Carnaval a chegada de muitas famlias, sentados sombra para esperar os grupos folclricos passarem; homens e mulheres com seus filhos nos braos, algumas amamentando, segurando sombrinhas por causa do calor, cholas mulheres mestias , bem vestidas com tecidos coloridos e brilhantes, jovens guerreando com suas pistolas de gua, grupos tocando e danando, a diversidade expressa em um momento de interao e de lembranas.

Notou-se o velho e o novo em harmonia, juntando-se s visitas de moradores da cidade de etnias diferentes. Pode-se assistir a comemorao da festa da Independncia, um desfile das bandeiras do Brasil, e da Bolvia, crianas pequenas participando, e a execuo dos dois hinos nacionais.

Ao final os gritos de Viva o Brasil o pas que nos acolheu! Ainda encontrar com uma jovem me e seu filho no colo comprando Cocoa, ou seja, chocolate em p para por no leite do caf da manh e a ouvir dizendo: mais gostoso que Nescau"!

Para os imigrantes um lugar de cultura e de refeio compartilhada, mesmo que cada um leve a sua marmita ou da famlia, como foi observado em alguns momentos.

Para os pesquisadores, um local onde se consegue conversar e ser bem recebido pelos vendedores das barracas, saber a sua origem, o que fazem no Brasil e como aprenderam a cozinhar.

Pode-se passear tirando fotos, anotando tudo em um caderninho e a cada visita saborear um prato diferente, de comida de rua, acondicionada em isopores, mas para eles so os sabores da infncia e de casa, ambos que ficaram para trs; o ltimo no momento em que partiram em busca de uma vida melhor na cidade de So Paulo.

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de Para os visitantes, um lugar de experimentar uma comida de rua adaptada da alimentao tpica dos diferentes estados bolivianos: Cochabamba, La Paz, Potos, Oruro, etc. O cenrio descrito mostrou como uma herana vasta e no teve inteno de esgotar o assunto, mas registrar alguns dos costumes alimentares a daptados cidade de So Paulo nas refeies compartilhadas nos domingos de feira. Um motivo para fugir da rotina semanal e para os imigrantes manter viva a memria que tende a se apagar na vida corrida de uma grande metrpole como So Paulo.

Vale ressaltar como a feira Kantuta pitoresca e nica na cidade, em seu contexto nota-se mais do que uma feira de rua, mas a unio de pessoas convivendo, partilhando suas memrias e perpetuando o conhecimento ancestral s futuras geraes. Sabores da Amrica. Histria da Alimentao no Brasil. So Paulo: Global, Bolvia Do perodo pr-incaico independncia. So Paulo: Brasiliense, Festa no Pedao: cultura popular e lazer na cidade.

So Paulo: Editora Hucitec, Cultivo Y Comercializacin de la papa. Lima: Coleccin Granja Y Negocio, My Mothers Bolivian Kitchen. New York: Hippocrene Books Inc. So Paulo: Hucitex, Imigrantes Bolivianos no Brasil. A presena da cultura andina. So Paulo: Lazuli, A praa nossa. Faces do preconceito num bairro paulistano. Bolivianos em So Paulo: entre o sonho e a realidade. Estudos Avanados vol. Tendo em vista que o Ribeiro da Ilha em Florianpolis uma comunidade pouco explorada, certifica-se que esse local possui grande potencial para se tornar um atrativo parte na cidade, seja pelo seu conjunto arquitetnico -culturalhistrico, e principalmente, pela sua gastronomia baseada em frutos do mar, sendo a principal atrao, a ostra.

Para a mesma pesquisa, foram realizados visitas na localidade do Ribeiro, onde foram feitos registros fotogrficos e de udio com o objetivo de aproximar e incluir a comunidade local da atividade turstica que ser proposta, assim como tambm se teve a oportunidade de manter contato com os ribeirinhos, os nativos da regio. In view of the Ribeiro da Ilha in Florianopolis community is little explored, make sure that this place has great potential to become a part of the city will appeal, both for itsarchitectural and cultural-historical, and especially for its gastronomy based on seafood, the main attraction, the oyster.

In the same survey, visits were made in the town of Ribeirao, where they were made photographic records and audio with the aim of bringing the community and include localtourism will be proposed, and also had the opportunity to maintain contact with riverside,the natives.

Introduo A atividade turstica considerada uma das mais expressivas na economia mundial. Conforme destaca Dias , o turismo o setor da economia que mais cresce, superando a indstria automobilstica e a petrolfera. Alm disso, o autor tambm diz que o turismo considerado a principal atividade econmica mundial DIAS, , p.

Assim, podemos afirmar que a atividade turstica geradora de empregos e renda, podendo ser considerada uma alternativa de desenvolvimento econmico e social de uma nao. Em complemento, no possvel enxergar o turismo afastado do contexto social.

Assim, concordando com Beltro , afirmamos que a cultura uma das mais fortes representaes de um local para que se possa conquistar uma atividade turstica.

Neste cenrio, se insere a potencialidade da Ilha de Santa Catarina que, alm dos vastos atrativos naturais da paisagem litornea, oferece uma rede de infraestrutura e servios que visa atender, alm da demanda local, as demandas tursticas.

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Outro potencial 6. Linha 2. Exemplo a presena de caractersticas dos primeiros habitantes da regio de Aores Portugal, em especial no Ribeiro da Ilha, reconhecido como importante centro cultural, diferenciado em relao a sua histria e geografia. Esse tradicional bairro localiza-se ao Sul da Ilha de Santa Catarina, sendo considerado um dos povoados mais antigos e tpicos da regi o, preservando parte da herana histrico-arquitetnica da presena aoriana em Florianpolis.

Aliado a potencialidade turstica, associada s caractersticas histricas apresentadas, o Ribeiro da Ilha tambm conhecido na produo de ostras, com bastant e representatividade j que detm Com isso, evidencia-se a potencialidade turstica que a regio oferece. Otimizar a experincia do turista, estimulando o olhar, provocando a curiosidade e levando a descobrir mais sobre o lugar e seus habitantes, seus hbitos e costumes, sua histria e suas lendas, so aes que dinamizam o processo de atrao turstica.

Surge a necessidade de organizar a forma de apresentar os atrativos, associando as caractersticas locais expectativa do turista. Uma das maneiras de se fazer isso organizando roteiros tursticos. Como etapas especficas elencamos a necessidade de contextualizar histrico e geograficamente o sul da Ilha de Santa Catarina; Discutir a presena da ostra na mesma localidade; Identificar os potenciais elementos que iro compor o roteiro gastronmico reas produtoras, servios, atrativos histricos, culturais e naturais da regio e; Definir os parmetros tcnicos de elaborao de um roteiro turstico.

Este enfoque direciona a importncia da pesquisa uma vez que promove a valorizao da identidade local, bem como desenvolvimento do potencial gastronmica da regio, como uma maneira de conservao dos valores histricos locais, alm de configurar uma alternativa de renda por meio da organizao da oferta de atrativos tursticos diferenciados. Espera -se tambm promover o desenvolvimento do potencial gastronmico, o consolidando como mais uma opo de atratividade turstica para o local.

Por fim, como a temtica da presente pesquisa esta relacionada conhecimentos trabalhados nos cursos Tcnico em Cozinha e Tcnico em Guia de Turismo, o resultado da pesquisa ser utilizado como instrumento didtico para os cursos em questo.

Fundamentada em Dencker , p. O recorte espacial adotado foi o sul da Ilha de Santa Catarina. Como procedimentos metodolgicos que buscam contemplar cada objetivo proposto e, por conseqncia, o objetivo principal da presente pesquisa, foram adotados: a pesquisa bibliogrfica que contempla a contextualizao histrica e geogrfica do sul da ilha de Santa Catarina e a definio dos parmetros tcnicos de um roteiro turstico. Este procedimento auxiliou na.

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de discusso da presena da ostra na mesma localidade e na identificao dos potenciais elementos que compem o roteiro proposto.

Para confirmar e completar informaes referentes presena da ostra na localidade investigada e identificao de potenciais elementos que compem o roteiro gastronmico proposto pela investigao central da pesquisa foram realizados trabalhos de campo no sul da Ilha de Santa Catarina. Na ocasio desses trabalhos, foram re alizados registros fotogrficos e udio visuais com o objetivo de aproximar e incluir a comunidade local da atividade turstica proposta.

Tambm se teve a oportunidade de manter contato com os nativos da regio, conhecidos como ribeirinhos. Foram visitada s duas lojas de produtos tpicos artesanais, assim como foi realizada uma visita a um dos restaurantes do Ribeiro, onde se teve a oportunidade de realizar entrevistas com os responsveis, questionando -os sobre o local onde vivem, cultura e costumes locais, assim como qual seriam a opinio de cada entrevistado em relao as fazendas marinhas, o turismo na regio do Ribeiro da Ilha e a sua relao com a comunidade.

De acordo com os historiadores, os primeiros navegadores espanhis e portugueses chegaram por volta de Vinte anos mais tarde, o navegador Sebastio Caboto atravessou o Atlntico e veio para c, e segundo informaes, foi no Porto do Ribeiro que ele teria ancorado seu navio. Entre e houve a colonizao da ilha, desembarcando cerca de seis mil c asais oriundo dos Aores, em Portugal; Segundo autores, cerca de sessenta casais estabeleceram-se no Ribeiro.

Os traos dessa proveniente dessa colonizao ainda so bem preservados de forma intensa e original. As casas, em sua maioria, possuem paredes rosa com janelas amarelas ou brancas, e at mesmo verde com azul. O Ribeiro possui como heranas culturais as tradicionais danas folclricas, tais como: Boi-de-mamo, a Dana de Pau-de-Fitas, a Ratoeira e o Terno-de-Reis. O artesanato esta vinculado produo da vida material, que era centrado na pesca, agricultura e nos afazeres domsticos. A forma mais comum do artesanato local a produo de fios para tecidos, tecelagem, apetrechos para pesca, construo de baleeiras e canoas, brinquedos infantis, objetos de adorno, bordados de crivo, cestarias, artes plsticas e a tradicional renda de bilro.

No entanto apenas entre e que houve a colonizao efetiva com a chegada de cerca de cinqenta casais de origem aoriana e posteriormente o advento dos escravos africanos.

Ao longo de muitos anos a atividade econmica no foi fundamentalmente alterada compondo basicamente um cenrio de produo de acar, farinha, cachaa, entre outros. No entanto, as transformaes ocorridas nos ltimos anos demonstraram a. Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de necessidade de potencializar a economia da regio e criar uma nova alternativa econmica para as famlias das comunidades pesqueiras BARNI et al, Neste mesmo contexto, a ostreicultura surge em Florianpolis na dcada de , como parte das polticas pblicas para aumentar a renda dos pescadores e fix-los em seu local de origem.

Dados confirmam o desenvolvimento dessa rentvel atividade econmica, no qual o Estado de Santa Catarina considerado o maior produtor de moluscos do Brasil. J em contabilizou-se um total de 1.

Os aspectos histrico- arquitetnicos referentes presena aoriana em Florianpolis potencializam o desenvolvimento da atividade turstica para o local. Parafraseando Silveira , o desenvolvimento da atividade turstica est diretamente relacionado prosperidade econmica. Nesse contexto, o desenvolvimento desse antigo povoado, reflete na necessidade de atingir a satisfao tanto do turista como tambm da comunidade local.

Um roteiro vai alm de ser apenas uma seqncia de atrativos a serem visitados, ele uma importante ferramenta de leitura da realidade existente, pois deve ser contextualizado situao sociocultural da localidade visitada.

Um roteiro envolve, alm do destino desejado, itens essenciais como a sua contextualizao, tempo de percurso, trajeto, transportes utilizados, meios de hospedagem, estabelecimentos para alimentao, passeios, traslados, entre outros. Deve ser elaborado com o cuidado de ser coerente em relao hist ria a ser relatada e ser capaz de mostrar a cultura e a alma do lugar.

Escoffianas Brasileiras (pdf) | por Carolina Chagas, Alex Atala | Orelha de Livro

Assim, sendo capaz de despertar o interesse visitao e conhecimento do local. De acordo com os elementos da oferta turstica local so essenciais elabora o de um roteiro turstico. Tais elementos so: atrativos naturais e culturais, servios tursticos e servios pblicos e a infraestrutura bsica. Os restaurantes do Ribeiro da Ilha concentram-se na principal rua do bairro, a Rodovia Baldicero Filomeno, com opes gastronmicas voltadas aos pescados e frutos do mar, oferecendo ostras cultivadas nas fazendas da regio.

No caso do Ribeiro da Ilha, destacam-se os seguintes elementos disponveis comunidade e ao visitante, potencialmente dispostos organizao de um roteiro turstico para o local:. Fazenda Marinha Paraso das Ostras: Degustao de ostras apenas com agendamento de dia e horrio.

Fazenda Marinha Louva Deus: Degustao de ostras apenas agendamento de dia e horrio. Localizao: Rod. Baldicero Filomeno, Pousada Ecomar: Servios de hospedagem, espaos para eventos, festas e salo de beleza. Dispe de um amplo espao para casamento, formatura, confraternizao, aniversrio, cursos, palestras, congresso, festa de quinze anos.

Pousada do Museu: Dispe de um amplo espao arborizado e estrutura para eventos. Juntamente com o Ecomuseu e o Orquidrio, a Pousada alia bom gosto, histria e natureza num nico local. Tera domingo das 11h s 14h buffet livre de comida caseira Rancho Aoriano: Sugesto da casa: Camaro com especiarias Localizao: Rod. Ostradamus Ribeiro: Sugesto da casa: Sinfonia dos Nufragos Camaro pistola regado ao molho de ervas e assado na brasa.

Porto do Contrato: Sugesto da casa: Seqncia de ostras e Anchova metida besta. Aberto de tera domingo, das 11h30 s 24h. Domingo das 11h30 s 18h. Freguesia das Ostras: Localizao: Rod. Ilhota das Ostras: Sugesto da casa: Ostra gratinada a moda ilhota e anchova grelhada com ervas finas.

Aberto de tera domingo, das 11h s 23h Maro Dezembro. Trapiche das Ostras: Sugesto da casa: Fil de linguado ao molho de camaro e ostras gratinadas a moda trapiche.

Baldicero Filomeno, 1. Igreja Nossa Senhora da Lapa: Construda por escravos e seus senhores, com pedra, cal e azeite de baleia. Inaugurada em 1. Ao lado, Capela do Divino e cemitrio. Localizao: Praa Freguesia do Ribeiro. Ecomuseu do Ribeiro da Ilha: Acervo com objetos da colonizao portuguesa.

Forte Mal. Moura de Naufragados: Fortificao construda entre 1. Abriga trs canhes de mm, construdos em pela empresa Armstrong. Localizao: Ilha canal da Baa Sul. Farol de Naufragados: Originalmente inaugurado em 14 de Maio de O atual foi reconstrudo e est situado sobre a plataforma do antigo farol em um macio de 30 metros, na Ponta de Naufragados Localizao: Naufragados. Praia do Ribeiro da Ilha: Foi utilizada como produto no perodo colonial. Com faixa de areia limpa e clara usufruda como rea de lazer e balnerio.

Praia de Fora do Caiancangau: Utilizada para recreao, balneria e pesca, apesar das guas turvas. Abriga um stio arqueolgico Localizao: Praia do Caiancangau. Praia dos Naufragados: Praia paradisaca com acesso por trilhas. Pode-se avistar um farol, um forte e avistar uma fortaleza e ilhas. Localizao: Extremo sul da Ilha de Santa Catarina.

Ilha dos Cardos: O nome deriva da vegetao que ainda cobre a ilha, o cardo. H um farolete de 6 metros de altura. Localizao: Pode ser avistada Praia do Ribeiro e outras prximas. Acesso a praia de Naufragados passando por crregos, runas e Mata Atlntica. Localizada no extremo sul da Ilha de SC. Vista panormica. Vista do Oceano Atlntico, canal da Baa Sul, ilhas, continente.

Diante da caracterstica marcante da produo da ostra e dos restaurantes como principais atrativos tursticos, somada a questo cultural e econmica que a ostra representa para a localidade, foi elaborado o roteiro turstico gastronmico apresentado a seguir. O Roteiro gastronmico O roteiro se inicia com a chegada prevista no Ribeiro da Ilha no turno da manh. A primeira oportunidade de conhecimento e interao com o Ribeiro da Ilha ser uma breve caminhada de reconhecimento com visitao aos principais atrativos tursticos e passeio pelo casario tradicional aoriano, arquitetura caracterstic a do local, acompanhados de um guia de turismo.

Aps, o turista ser levado ao Ecomuseu do Ribeiro da Ilha. Nesse local, ele conhecer a histria da Ilha de Santa Catarina por meio dos objetos e da narrativa do modo de vida dos aorianos.

O prximo momento da visita ao Ribeiro da Ilha ser em uma fazenda produtora de ostras, com o propsito de visualizar todo o processo produtivo dessa matria prima. Essa visita realizada em um barco que possibilita a observao bem prxima do local onde as ostras so cultivadas. Nesse momento possvel, tambm, realizar a degustao da ostra in natura.

Consideraes Finais Durante a realizao da pesquisa foi possvel observar que h necessidade de maior valorizao da cultura local, principalmente pelos moradores das demais regies de Florianpolis, assim como aos visitantes que no Ribeiro chegam.

Atravs deste projeto de pesquisa, por meio de livros, monografias, e principalmente pela visita a o Ribeiro da Ilha, pelo contato com os nativos, de fato a gastronomia seria uma oportunidade para o desenvolvimento turstico local e, consequentemente, para a prpria comunidade que l reside. Isso porque percebemos o apoio e aceitao da comunidade presena do turista, assim como dos responsveis pelos restaurantes que ali se encontram, para uma possvel parceria entre o privado e o pblico, recebendo tambm apoio do governo local.

O Ribeiro da Ilha possui potencial turstico, porm, falta receber incentivos e iniciativas que proporcionem a ocorrncia da atividade turstica preservando a herana histrica e cultural do local ao mesmo tempo em que beneficia o morador local. Anlise econmica da produo de ostras na regio da Grande Florianpolis. In: Agropecuria Catarinense, v. Programa de Desenvolvimento Sustentvel da Maricultura. Acesso em 15 set de Ribeiro da Ilha Vida e retratos: um distrito em destaque. As polticas pblicas e a nova configurao territorial do turismo no Brasil.

Polticas pblicas e o lugar do turismo. Custo de Produo da Ostra cultivada. City Tour. So Paulo: Aleph, RESUMO Dentre as tendncias de comportamento alimentar nas sociedades industrializadas, destaca-se o crescente interesse pelos patrimnios gastronmicos regionais e a preocupao com a valorizao da sua identidade. A alimentao fator primordial para a humanidade por se relacionar preservao e manuteno da espcie.

Mais que uma necessidade de sobrevivncia, a alimentao distingue culturas. A cozinha a integrao das crenas e das prticas cotidianas compartilhadas por um mesmo grupo e influncia na construo da sua identidade cultural, sendo classificada como Patrimnio Imaterial.

Nesse contexto se insere esta investigao, que objetiva identificar a comida tida como realmente tpica de Garanhuns. A pesquisa de campo foi realizada atravs de entrevistas qualitativas, a fim de, pela anlise dos discursos desses colaboradores, reconhecermos a identidade gastronmica de Garanhuns.

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ABSTRACT Among the trends of eating habits in the industrialized societies, the growing interest for the regional gastronomic heritage and the worry with the appreciation of its identity are highlighted.

Food is a primordial factor for humanity as it relates to the preservation and maintenance of the species. More than survival necessity, the food distinguishes cultures. The kitchen is the integration of beliefs and the daily practice shared by the same group and influences the construction of cultural identity, being classified as intangible heritage. In this context this investigation is introduced and aimed to identify the food considered actually as typical in Garanhuns. The field research was realized through qualitative interviews, in order to recognize the gastronomy identity of Garanhuns by the analysis of the collaborators speech.

Introduo ou Acendendo o fogo A cidade de Garanhuns passou por processo imigratrio que resultou em uma diversidade cultural perceptvel e, num olhar mais atento, tambm em suas prticas gastronmicas. Isto porque a gastronomia, enquanto manifestao cultural, memria e identidade, constitui o ltimo hbito que um grupo abandona quando emigra, por estar arraigado aos costumes e ao gosto.

A alimentao sofre adaptaes ou substituies de ingredientes no pas de recepo. Devido a esta influncia e por ser uma cidade turstica, Garanhuns tem uma grande diversidade de pratos tidos como tpicos, a depender do grupo social que perguntamos.

Na viso dos turistas, a comida que mais representa Garanhuns a fondue. Na da populao C onsultor em Gastronomia, Turismo e Lazer. Email: gugapessoas hotmail.

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de efetiva so a buchada, mo de vaca e outras que derivam principalmente do bode. E com cada grupo social que conversamos as pessoas apresentam uma ideia diferente de quais seriam as comidas tpicas da cidade. Nessa perspectiva, julgamos oportuno o desenvolvimento de uma pesquisa sobre essa questo. Estamos comeando a investigar, portanto: O que realmente tpico da cidade?

Para seus moradores? Para quem trabalha na cozinha? Pelos empresrios do setor? Para os turistas? Por qu? No cenrio de Garanhuns - PE se desenvolve a presente pesquisa que ainda est em andamento sobre a formao da identidade gastronmica de Garanhuns -PE.

E leva em considerao no s aquilo que representa ou remete cidade, mas as comidas presentes no cotidiano da populao e as que atraem os turistas como patrimnio cultural dela, caracterizando as marcas identitrias da gastronomia da localidade.

Identidade, Patrimnio e Cultura: Temperos que se misturam. Ao longo do tempo, a compreenso do significado da palavra cultura sofreu inmeras alteraes at se chegar ideia atual de que ela permite ao homem no somente adaptar-se a seu meio, mas adaptar esse meio a si prprio, adequando-o s suas necessidades e projetos.

Convm repetir que o conceito de cultura construdo, modificado e transformado ao longo do tempo, influenciado por diferentes fatores sociais, culturais, econmicos ou ambientais. Os valores de determinada sociedade atual no so mais, nem menos corretos que os praticados h sculos.

Trata-se apenas de valores diferentes em pocas diversas. Cultura pode ser entendida como "o complexo unitrio que inclui o conhecimento, a crena, a arte, a moral, as leis e todas as outras capacidades e hbitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade".

A cultura no deve e no pode ser pensada como algo estagnado, acabado, que tenha comeo, meio e fim; ela dinmica. Assim: Cultura um insumo turstico importante, mas aquela cultura viva, praticada pela comunidade em seu cotidiano. No um espetculo, que inicia quando o nibus dos visitantes chega, mas uma atividade que a comunidade exerce rotineiramente.

Quando os visitantes chegarem, eles sero bem vindos e convidados a juntos danar, cantar, saborear o po, aplaudir o artista. Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de alimentos, sabores entre outros; todos esses fatores devem ser entendidos baseados numa realidade social, a qual cada grupo faz parte.

Por fim, essa conceituao auxiliar o leitor a c ompreender a importncia, as caractersticas e os valores culturais. Tudo o que produto de ao consciente e criativa dos homens sobre o seu meio ambiente Patrimnio Cultural. Ao preservar um Patrimnio conserva -se a memria do que fomos e somos, a identidade da nao.

Etimologicamente, a palavra Patrimnio significa herana paterna, ou a riqueza comum que ns herdamos como cidados, que vem sendo transmitido de gerao em gerao. A noo de patrimnio como recurso para o desenvolvimento uma construo recente e est intimamente associada especificidade que lhe permite fazer do espao onde se localiza um lugar diferente de todos os outros, transformando-o numa atrao turstica que combina elementos to diferenciados como a arquitetura, o artesanato, a gastronomia, as festas, as crenas, os modos de vida tradicionais e outros bens no materiais que lhes esto associados, ensejando a experincia de descoberta, do exotismo, de auto-realizao e de evaso do cotidiano.

Muitos dos costumes praticados pela comunidade podem ser caracterizados como um patrimnio cultural, seja ela material ou imaterial. Assim acredita-se que preservar o patrimnio cultural valorizar os antepassados histrico-culturais que servem para testemunhar as experincias vividas em coletividade ou individualmente, permitindo o homem desenvolver o sentimento de grupo que compe a identidade coletiva. Os objetos, documentos escritos, imagens, traos urbanos, reas naturais, paisagens ou edificaes compem o patrimnio cultural, permitindo-nos uma sociedade que detenha maiores oportunidades de perceber a si prpria.

Identidade Cultural: O Ingrediente Fundamenta l A ideia de identidade nasceu como acentua Bauman da crise do pertencimento e do esforo que esta desencadeou no sentido de transpor a brecha entre o deve e o e erguer a realidade ao nvel dos padres estabelecidos pela ideia recriar a realidade semelhana da ideia.

Na sociedade acontece essa crise identitria que, de acordo c om Hall resulta das amplas mudanas provocadas pelas novas estruturas sociais que estimulam uma reestruturao ou mesmo reinveno da identidade cultural e aponta, ainda, a globalizao como sendo o causador de grande impacto na sociedade, tendo forte ressonncia na identidade cultural. A identidade no uma caracterizao biolgica, inerente ao indivduo, uma definio historicamente constituda.

E essa identificao oscila em dois polos, sendo que um oferece ao sujeito a possibilidade de escolha constante da identidade e o outro exclui o sujeito dessa possibilidade e estabelece o que ele pode ser.

Assim: Num dos polos da hierarquia global emergente esto aqueles que constituem e desarticulam as suas identidades mais ou menos prpria vontade, escolhendo-as no leque de ofertas.

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de extraordinariamente amplo, de abrangncia planetria. No outro polo se abarrotam aqueles que tiveram negado o acesso escolha da identidade, que no tem direito de manifestar as suas preferncias e que no final se veem oprimidos por identidades aplicadas e impostas por outros identidades de que eles prprios se ressentem, mas no tem permisso de abandonar nem das quais conseguem se livrar.

Identidades que estereotipam, humilham, desumanizam, estigmatizam. Essa identidade estaria interligada identidade nacional e determinada por acontecimentos histricos. Relaes de igualdade entre grupos que caracterizam sua identidade. O Brasil, por exemplo, pertence ao Terceiro Mundo porque se diferencia do Primeiro Mundo, onde essa oposio no constitui a identidade de uma nao ou de um povo, apenas coloca o Brasil numa posio semelhante a pases que possuem a mesma caracterstica econmica.

No entanto essa exploso de diferenas: tnicas, sexuais, culturais, nacionais, etc. Podendo ser caracterizada como motivo de autoprocura, a identidade se forma ao longo do tempo, j que inconscientemente o homem est sempre instruindo e construindo essa analogia. Por isso damos crdito afirmao de Martins , p. A identidade cultural se manifesta na formao de grupos em busca de um mesmo interesse, no qual a memria um elemento essencial que se deve ter a preocupao de conserv-la.

A partir dos anos setenta, quando o Brasil estava em processo democrtico na histria poltica, perceberam-se a necessidade e a importncia de se debater as razes da identidade brasileira. Dessa forma, o estudo da identidade c ultural bastante complexo e, por isso, exige diversas abordagens.

Mas, aqui, partimos do princpio de que a identidade cultural hoje nada mais que a busca por referncias culturais que permitam o reconhecimento individual e grupal diante do panorama de homogeneizao da globalizao.

A alimentao fator primordial para a humanidade, por se relacionar preservao e manuteno da espcie. Franco afirma que quando o homem aprendeu a cozinhar os alimentos, surgiu uma profunda diferena entre ele e os outros animais. Segundo Braune 26 a gastronomia antes de tudo , cultura, expresso e arte de um povo.

Nutre-se das tradies culinrias de todas as camadas sociais. Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de A histria da alimentao mostra que gastronomia, recursos alimentcios, hbitos e padres alimentares so aspectos importantes que sugerem uma reflexo sobre a complexidade e a magnificncia que permeiam as relaes pessoais e os alimentos.

Cada cultura reflexo dos prprios caminhos percorridos em funo de sua histria. O reconhecimento de caractersticas prprias, presentes nas preparaes culinrias, por membros de uma comunidade, desperta o sentido de pertencer de cada sujeito e assim fazendo surgir a identidade gastronmica da localidade.

Dentre as tendncias de comportamento alimentar nas sociedades industrializadas, destaca-se o crescente interesse pelos patrimnios gastronmicos regionais e a preocupao com a valorizao da sua identidade. Segundo Schlter Com a cozinha atual sendo afetada pela globalizao, que padroniza tudo, esse interesse do turismo pela gastronomia pode ajudar a resgatar antigas tradies que esto prestes a desaparecer.

Os significados da alimentao para as sociedades no podem ser compreendidos apenas a partir de indicadores nutricionais, alimentar-se tambm um ato histrico-social intrnseco s prticas do cotidiano, necessrio manuteno da vida.

A UNESCO define Patrimnio Cultural Imaterial como as prticas, representaes, expresses, conhecimentos e tcnicas e tambm os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes so associados e as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimnio cultural.

Esse patrimnio precisa s er preservado e mantido, pois ser: transmitido de gerao em gerao e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em funo de seu ambiente, de sua interao com a natureza e de sua histria, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito diversidade cultural e criatividade humana. Ela pode atuar tanto como motivador primrio ou secundrio de uma viagem ao agregar valor imagem de um destino BENI, , P.

A alimentao uma das atividades mais agradveis que turistas realizam, independente da motivao da sua viagem, e pesquisas mostram que o item que eles so menos propensos a considerar a reduo de despesas para o consumo COHEN e AVIELI, Na sua pesquisa Cohen e Avieli verificaram que a alimentao foi o quarto atributo mais importante na forma como os turistas percebem a atratividade de um destino, depois de clima, hospedagem e o cenrio. Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de Gastronomias locais representam uma manifestao do ncleo do patrimnio imaterial de um destino e, atravs de seu consumo, os turista s podem ganhar uma autntica experincia cultural OKUMUS, , p.

A Gastronomia de Garanhuns: Um Caldeiro de Sentidos Diz a sabedoria popular de um povo que vive no corao do Agreste pernambucano que, quem beber da gua de Garanhuns, um dia vo lta.

No para menos. Essa cidade, que possui uma rea de km e uma populao estimada de mil habitantes, ergue -se imponente entre sete colinas.

Talvez seja essa a explicao para um clima to agradvel. Garanhuns est situada a metros acima do nvel do mar. No ponto mais elevado, chega a 1. Vrios ciclos econmicos marcaram a evoluo do municpio ao longo do sculo XX. O primeiro deles estava ligado ao trao mais forte de sua identidade: o cultivo do caf, entre as dcadas de 30 e Porm, curiosamente, esse ciclo no se caracterizou na mesa do garanhuense, uma vez que no existia um apelo pelo uso do caf como ingrediente culinrio.

Garanhuns supera outras cidades do Agreste pela qualidade da matria -prima que disponibiliza para suas cozinhas: a gua vem de fontes minerais, o leite mais puro para se fazer o molho e o queijo mais consistente para os recheios. As frutas em quantidade garantem a produo secular de geleias e as flores do as caras aos pratos regionais, Segundo Jarocki , p. Das grandes portas do Mosteiro de So Bento saem os pes e biscoitos e uma infinidade de licores de laranja-cravo, canela, maracuj e chocolate, fabricados tambm atrs de pequenas portas por mulheres de todas as idades.

O chocolate uma paixo para o turista, para quem trabalha e para quem vive Albertim , p. Recm-chegados do campo. A cozinha do mercado. A cidade de Garanhuns possui boas opes de alimentao, com grande diversidade de restaurantes e oferecendo as mais variadas cozinhas internacionais, alm da nacional e da regional. Segundo o site da prpria prefeitura: Fondue, vinho e chocolate quente. No existe combinao gastronmica melhor para enfrentar o friozinho gostoso de Garanhuns.

Alm de esquentar o corpo, as iguarias so bastante. Ideal para quem quer curtir a dois. Para os que preferem um cardpio mais nordestino, a cidade tambm possui deliciosas receitas. A buchada de bode da "Cidade das Flores", por exemplo, vem ganhando destaque em guias nacionais.

Garanhuns uma cidade que no seu processo de forma o histrico e cultural sofreu diversas influncias que at hoje sentimos e vemos mesa. Na origem, temos a presena dos negros e dos ndios, depois a chegada do homem branco, que minimizou essas duas raas. Durante o sculo XX, no seu processo de crescimento e expanso, chegaram povos advindos da Europa: especialmente os holandeses, que vieram em misso da igreja catlica. Em seguida, alguns alemes e, em menor nmero, os suos. Para tentar entender esse caldeiro de sentidos iniciamos o trabalho com pesquisas bibliogrficas e algumas entrevistas de campo - at o momento foram sete entre cozinheiros, empresrios do setor, gestores ligados rea e turistas.

A partir dos dados levantados e das anlises das entrevistas qualitativas comeamos a trilhar o caminho histrico da formao gastronmica de Garanhuns.

O povo de Garanhuns no tinha o hbito de sair para as refeies fora de casa, conforme revela o discurso de um dos colaboradores da pesquisa: Garanhuns era uma cidade praticamente morta. Garanhuns tem vida depois do Festival de Inverno. Que ningum saa da cidade era todo mundo que chegasse aqui, num existia barzinho, num existia restaurante, no se tinha o hbito de comer fora. A falta desse hbito tambm acontecia por no haver locais onde fazer essas refeies, apenas lanchonetes, bares e sorveterias.

Uma dessas sorveterias, fundada em , com o nome de Napolitana em , transformou-se no primeiro restaurante da cidade, com o mesmo nome, Meu marido que iniciou aqui foi em e antes de ser um restaurante era uma sorveteria 1 entrevistada. Aps a inaugurao do restaurante, a populao comeou a contar com uma opo gastronmica, fora de casa, que tinha a influnc ia da cozinha italiana: Tudo comeou com ele, ele gostava disso, ele tinha uma simpatia por comida italiana, ele se inspirou ai pra fazer esses tipos de pratos, o parmegiana, pizza.

Porque antes de vim para Garanhuns ele trabalhava em So Paulo num bar Italiano. Comecei no Restaurante Napolitano.

ESCOFFIANAS BRASILEIRAS BAIXAR

O primeiro de Garanhuns. Ele chegou em , com a cozinha Italiana e Garanhuns passou a conhecer o que era lasanha, pizza, ravili, nhoque, fil parmegiana e os demais. L foi o princpio, foi onde Garanhuns comeou a crescer. Queremos falar um pouco sobre o fil parmegiana, prato mais vendido em todos os restaurantes da cidade: Eu creio que todos que tive sic o carro chefe.

No que os outros tambm no seja sic eu digo e digo seguro que ele o carro chefe, porque a gente tira semanalmente aqui , pratos em quantos os outros 10, 12, Aproveitamos para deixar claro que no estamos defendo este prato como sendo tpico da cidade, exceto no caso do oferecido pelo Restaurante Napolitana. Todo mundo tem uma preferncia, fala muito bem dele e o molho que a nossa marca.

Na verdade ns fomos os primeiros a servir parmegiana. O principal era o nosso. E ainda hoje um dos principais, que mais vende. Tem gente que vem h 20, 30 anos e diz que a mesma coisa.

Mas o nosso diferencial que alm do tradicional, tambm servimos com queijo coalho ou manteiga no lugar do mussarela. O fil a parmegiana um prato simples, prtico e barato, por isso uma comida fcil de encontrar em qualquer lugar, o que sugere uma sensao de segurana s pessoas que iro passar pela experincia gastronmica, e evitar o medo de experimentar o novo, pois segundo pesquisas de Warde e Martens , p.

At hoje os restaurantes de Garanhuns demonstram em seus cardpios essa influncia inicial da Cozinha Italiana. Quase todos oferecem algum tipo de massa em seu cardpio.

Com o passar do tempo e, especialmente, aps a criao do Festival de Inverno, as opes gastronmicas melhoraram em quantidade e qualidade: O restaurante que eu lembre, da cidade era Napolitana, ainda hoje existe.

Depois veio o Chez Pascoal, n? Que antes do festival no existia, ento voc no podia falar da gastronomia, n? Voc fala hoje da gastronomia de Garanhuns, naquela poca voc falava de qu? Da comida tpica das famlias, as tradies que vinha dos senhores de Engenho, o cuscuz, a buchada que hoje permanece no cardpio e a gente sabe que hoje existe o Gago, a buchada do Gago. Depois do Festival foi que comeou um verdadeiro processo de diversificao e de qualificao das pessoas que trabalhavam com gastronomia.

Mas o hbito de sair para comer fora de casa, especialmente noite, demorou a ser criado e incorporado cultura local: Como toda a cidade tpica do interior, noite as pessoas ficavam conversando na porta e as crianas brincando na rua e depois todo mundo ia dormir cedo, foi o Festival de Inverno que criou nos jovens o hbito de ficar at mais tarde na rua e depois o pessoal mais velho.

Atualmente a situao justamente o oposto, pois o turista que vem para Garanhuns que sair a noite e no tem para onde ir? No tem o que fazer a no ser sair para comer! Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de Sempre que venho a Garanhuns, gosto de comer de tudo um pouco, primeiro a buchada, o sarapatel, comidas fortes, do sertanejo, mas a noite, no d, n?

So comidas que remetem ao clima frio da regio: Isso se deve ligao direta que voc faz de frio massa, frio e vinho, frio fondue, e quando voc chega aqui t fazendo muito frio e a: - A uma massinha cai bem!

E a vai atrs. Nos alimentos, como no artesanato Cohen e Avielli , o processo de mudana multidirecional e multidimensional. Alimentos locais so transformados em diferentes dimenses e de vrias maneiras para atender aos turistas, e pratos estrangeiros so introduzidos pelo turismo na culinria local e transformados para atender ao gosto local. No encontro entre os estrangeiros e culinrios locais e sabores, novos pratos e novas cozinhas emergem.

Estes no so e no podem ser reduzidos s meras fuses ou hibridaes de elementos estranhos e locais, mas inclui um inovador elemento criativo. A gastronomia pode ser um novo produto cultural e essa pode ser uma das razes do surgimento da imagem que a Fondue um dos pratos que representa Garanhuns. Garanhuns uma c idade jovem, apenas anos, passou por diversos ciclos econmicos, destaque para o do caf, que fez surgir uma elite que dominava a cidade.

Nessa poca criou-se o hbito de grandes banquetes em casa: Tinha uma elite, claro que tinha, existia uma elite, mas essa elite era uma elite ainda muito fechada e que ela no ia para os restaurantes.

Os banquetes eram em casa, junto com as famlias e convidados, mas nos restaurantes era muito difcil. Os banquetes nessas residncias eram elaborados base de comidas tpicas da cidade, do agreste e da regio do serto pernambucano como um todo.

Eram essas iguarias locais, advindas dos engenhos e das fazendas as responsveis pela montagem dos cardpios: Eram regional..

E a era da minha. Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de infncia, o chourio, a linguia, porque isso era preparado na prpria residncia, eles criavam os animais, os porcos, engordavam e depois faziam o chourio, fazia a linguia, mas Outro tipo de cardpio, vamos dizer assim, no existia n? Essa tradio continua presente nas mesas e nos hbitos dos Garanhuenses, que sempre compartilham dessa origem culinria com quem frequenta a cidade: Aqui no hotel sempre servimos o trivial: o cozido, a buchada, o bode, o cuscuz, o feijo tropeiro, tudo que representa a cidade.

Devido ao hbito da realizao de festas e banquetes em casa, durante muito tempo esse foi o cardpio conhecido e a maneira mais comum de se alimentar. Mas com o passar dos anos, Garanhuns passou a oferecer sua populao e aos turistas as mais variadas opes de alimentao: Garanhuns ficou conhecida como cidade da Gastronomia por oferecer de t udo.

A daqui tem o melhor gosto que j provei. E pelo gosto da populao local: A buchada representa sim a comida local. Apesar do bode ser do serto, representa.

No s representa Garanhuns, como tambm, guas Belas, Salo, todas tm buchada de bode. Como no serto. Dizem que bode do serto mais gostosa. Mais no tem diferena no, depende da criao deles. E aqui tem Bode bom mesmo e de qualidade. O Agreste j tem uma boa criao de bode. Desde de pequeno, desde que me lembro como buchada. Minha me fazia buchada, com 5, 6 anos era bode e buchada, minha vida inteira no serto era isso. A me inspirei nisso, resolvi botar um bar que o carro chefe era a buchada de Bode, que origem do serto, que eu sou sertanejo e a gente comia mais bode de que carne de boi que passava mais de seis meses sem comer carne de boi.

E minha me fazia buchada, a me inspirei nela, ai graas a Deus deu certo e eu t h 35 anos nesse ramo.

Heranças Gastronómicas de um Brasil Colonial

Congresso Internacional de Gastronomia Mesa Tendncias Senac So Paulo 05 e 06 de Novembro de reconhecido, pela populao local, como uma boa opo gastronmica e que leva o nome da cidade para todo o Brasil: Da comida tpica das famlias as tradies que vinha dos senhores de Engenho, o cuscuz, a buchada que hoje permanece no cardpio e a gente sabe que hoje existe o Gago, a buchada do Gago que famosa, acho que em todo Brasil se conhece essa buchada do Gago.

Mas j veio Governador, Senador, Deputados pra comer a buchada, E vrias autoridades. Vrios generais que vm ai pro batalho e do preferncia pra comer aqui a buchadinha. Mas graas a Deus deu certo. Consegui segurar o mesmo tempero at hoje. No pode perder essa linha. Quem vem aqui h dez anos, e quando chega aqui mais Gago, no mudou nada a Buchada, s mudou pra melhor, t melhor ainda do que eu comi h dez anos A cada vez a gente vai criando pra dar aquele toquezinho pra melhorar o sabor.